Portugal
Coentrão diz que viveu no Benfica um incidente semelhante ao ataque de Alcochete
2020-11-15 13:10:00
"No Benfica os adeptos não agrediram ninguém, apenas chegaram lá para conversar"

Fábio Coentrão, antigo jogador de Benfica e Sporting, voltou a falar sobre o ataque a Alcochete, revelando que viveu uma situação semelhante ao serviço das águias.

Em entrevista ao jornal O Jogo, o ex-internacional português contou que a equipa do Benfica estava a treinar quando foi abordada por um grupo de adeptos, tal como aconteceria depois na Academia leonina.

“É complicado estarmos no nosso posto de trabalho e entrarem 50 ou 60 adeptos por ali dentro, o que assusta sempre, mas já me tinha acontecido essa situação no Benfica e, para mim, não foi novo. Não foi dentro das instalações, mas também estávamos no campo quando isso aconteceu e já tinha passado por isso, sendo que em Alcochete foi mais grave”, salientou.

A situação de Alcochete foi “mais grave” porque envolveu agressões a jogadores e outros elementos do Sporting.

“No Benfica não agrediram ninguém e apenas chegaram lá para conversar, resolvendo as coisas como tínhamos que resolver. No Sporting foi um bocadinho mais complicado, ao ver companheiros a serem agredidos. Só quem esteve lá no momento é que sabe o que sentiu”, comparou.

O ataque à Academia de Alcochete ocorreu a 15 de maio de 2018, com cerca de 40 adeptos ligados à claque Juve Leo a agredirem jogadores e outros funcionários do Sporting, incluindo membros da equipa técnica liderada por Jorge Jesus.

O caso foi levado a julgamento, no Tribunal de Monsanto, em Lisboa, com o coletivo de juízes a condenar Fernando Mendes (antigo líder da Juve Leo) e outros oito arguidos a cinco anos de prisão efetiva.

Outros 28 arguidos foram condenados a penas entre três anos e seis meses e quatro anos e 10 meses, suspensas por cinco anos, enquanto quatro foram condenados a penas de multa.

Bruno de Carvalho, que à data era o presidente do Sporting, foi absolvido da autoria moral do crime.