Operação financeira destacada no relatório de atividade de 2020
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) destacou, no relatório anual de atividade, o chumbo à Oferta Pública de Aquisição (OPA) feita pela Benfica, SGPS à SAD do Benfica, durante o ano de 2020.
Juliano Ferreira, diretor do departamento de emitentes, justificou o destaque com a “relevância e complexidade” da decisão da CMVM, que evitou que a SAD do Benfica financiasse a sua própria compra.
O regulador insistiu, no relatório de 2020, na “ilegalidade da oferta” da OPA do Benfica, reiterando as críticas à “estrutura de financiamento da contrapartida”.
No entender da CMVM, a participação do Benfica subiria de 67 para 95 por cento. O maior acionista individual da SAD, José António dos Santos, teria uma mais-valia a rondar os 11 milhões de euros, caso a OPA não tivesse sido chumbada.
“Com esta decisão foi possível salvaguardar a inexistência de consumação de uma situação de assistência financeira, em benefício da sociedade visada, dos seus acionistas e stakeholders”, frisou Juliano Ferreira, ao recuperar este caso no relatório anual de atividade, hoje publicado pela CMVM.