Portugal
"Chegou o momento de haver paz, mas o Boavista tem de ser respeitado"
Redação
2021-02-13 23:45:00
Jesualdo Ferreira insiste que os axadrezados têm motivos de queixa das arbitragens

O treinador do Boavista, Jesualdo Ferreira, fazia a análise da partida com o FC Porto quando foi confrontado com o tema do momento, as polémicas da arbitragem, que já valeram alguns castigos aos axadrezados.

“Sem estar a referir-me a este jogo em concreto, mas o Boavista tem sido muito penalizado. Chegou o momento de haver paz no futebol, mas o Boavista tem de ser respeitado por aquilo que é a sua história”, reagiu o técnico.

Sobre o encontro com o FC Porto, Jesualdo destacou a “boa primeira parte” do Boavista, que teve “as melhores ocasiões de golo”.

“Na segunda parte, é natural que o FC Porto tenha feito aquilo que faz em quase todos os jogos. Teve mais bola, pressionou mais, causou mais perigo e nós a partir do momento em que perdemos o Rami as coisas ficaram mais difíceis. Acabámos o jogo com dois jogadores de 22 anos, dois 20 e um de 19 na defesa. Um espaço onde, às vezes, é preciso muito mais maturidade do que tivemos. A segunda parte não foi de resistência, foi de espírito de sacrifício da equipa”, salientou.

Mais do que o ponto conquistado no reduto do campeão nacional, foi a exibição a permitir ao  Boavista olhar para o resto do campeoanto com mais confiança.

“Jogamos um bom futebol na primeira parte, a forma como foi capaz de controlar os espaços contra uma equipa muito forte, e depois resistimos. Para os jogadores é importante que eles percebam e tenham confiança naquilo que fizeram. Jogar aqui, contra a equipa campeã nacional, com um futebol muito agressivo, é difícil de controlar, evidente temos que estar felizes e eu estou. E [que os jogadores] percebam que eles têm capacidade de fazer em outros jogos o que fizemos hoje”, explicou.

“Os dois jogos anteriores que fizemos em casa tivemos todas as condições de ganhar e não conseguimos”, lembrou Jesualdo: “Mas nada vai nos tirar da cabeça a ideia clara que vamos conseguir chegar onde queremos, isto é, a mais vitórias, a mais pontos, e acima de tudo a sentir que esta equipa pode crescer bastante e pode ser um grupo de jogadores que dão satisfação a treinar”.

“Até que ponto a nossa equipa seria capaz resistir a uma situação como esta, estar em último classificado, e ter passado por muitos problemas, não podemos esquecer disso, e conseguir chegar ao fim e segurar um ponto. Evidentemente, se perguntar a mim e aos jogadores, vão dizer que esse jogo não saiu tão bem como aquele que estávamos a espera quando estava 2-0. Mas futebol é isto e não vale a pena especular sobre o que se passou, mas acima de tudo, para mim, tentar vislumbrar o que vem do futuro, e espero que sejam coisas boas”, acrescentou o treinador do Boavista.

“Se estivéssemos melhor na classificação, provavelmente poderíamos dizer que fizemos um jogo à nossa altura, mas penso que fizemos um jogo para uma altura que vamos tentar chegar”, concluiu Jesualdo Ferreira.