Portugal
Bruno de Carvalho lembra “envolvimento direto dos bancos na gestão” do Sporting
2020-09-09 16:50:00
Ex-presidente acusado de ter "telhados de vidro" por comentar alegado perdão de dívida a grupo de Luís Filipe Vieira

O presidente destituído do Sporting, Bruno de Carvalho, envolveu-se numa troca de argumentos no Twitter, a propósito dos alegados perdões de dívidas aos leões e... ao Benfica.

Tudo começou quando o ex-dirigente comentou uma notícia sobre uma perda de 225 milhões de euros do Novo Banco derivada de um perdão de dívidas ao Promovalor, grupo económico de Luís Filipe Vieira, o presidente do Benfica.

“Finalmente entendo o conceito de Estadista. É dever 760 milhões a um banco do Estado e provocar perdas de 225 milhões aos contribuintes portugueses...”, comentou o antigo presidente do Sporting.

Em resposta, um internauta apresentou uma outra notícia, sobre um perdão de dívidas ao Sporting, no valor de 94,5 milhões de euros, no seguimento do processo de reestruturação da SAD leonina.

Acusado de ter “telhados de vidro”, Bruno de Carvalho defendeu-se, considerando que o apoio da banca à reestruturação da SAD do Sporting “podia e devia ter sido muito maior”.

“No caso do Sporting, havia um envolvimento direto dos bancos na gestão desde 1995”, afirmou.

Esse envolvimento provocou na SAD leonina “uma perda de mais de 400 milhões”, garantiu o ex-presidente.

Isto porque foi a própria banca a alimentar essa dívida, aplicando “juros altíssimos” nas operações com a SAD leonina, a níveis “não praticados no mercado a uma instituição da dimensão do Sporting”, insistiu.

Para reforçar a teoria de que a banca deveria ter ajudado mais o Sporting, Bruno de Carvalho lembrou ainda a “existência de grandes quadros dos bancos nos órgãos sociais” do emblema de Alvalade.

O presidente destituído trocou ainda mais alguns argumentos, aproveitando para referir que, “quando o BES colapsou, emprestou à pressa mais 50 milhões ao Vieira (Benfica), aumentando as imparidades” sem justificação.