Portugal
Benfica pediu 28 milhões ao Novo Banco após falhar emissão de empréstimo
2020-09-12 11:05:00
Recurso à linha de financiamento foi a opção em contexto pandémico

O Benfica recorreu pela primeira vez à linha de linha de crédito aberta pelo Novo Banco em 2017, depois da pandemia de covid-19 ter impossibilitado o lançamento do empréstimo obrigacionista previsto para o primeiro semestre deste ano.

A informação, constante no relatório e contas da SAD encarnada, enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), foi adiantada pela Tribuna, do Expresso.

A linha de crédito do Novo Banco, com um máximo de 30 milhões de euros, tinha sido aberta em 2017, mas só este ano, numa data não identificada, é que o Benfica teve necessidade de a acionar.

Os encarnados tiveram de reembolsar em abril o empréstimo obrigacionista de 48 milhões de euros, de 2017, e ficaram impossibilitado de lançar nova operação devido ao contexto pandémico.

A alternativa passou pelo financiamento junto da banca, unicamente por questões de "tesouraria de curto prazo", de acordo com fonte oficial da SAD encarnada, citada sem identificação pelo Expresso.

A mesma fonte precisou que este é "único contrato de financiamento bancário atualmente existente" a SAD do Benfica e o Novo Banco.

"Aquando do reembolso do empréstimo obrigacionista ‘Benfica SAD 2017-2020’ em abril de 2020, a sociedade pretendia emitir um novo empréstimo com algumas características diferentes dos que tinha emitido no passado e sempre com o objetivo de diminuir a sua exposição do mercado. Contudo, os efeitos da pandemia associada à covid-19, que nos meses de março e abril de 2020 ‘paralisaram’ o país e a sua economia, não permitiram que a Benfica SAD prosseguisse com a sua estratégia de financiamento", justificou a SAD, no relatório e contas enviado à CMVM.

O documento não informa qual a taxa de juro da linha de crédito, nem quando o Benfica tem de proceder ao reembolso, embora surja na rúbrica de empréstimos obtidos correntes, cujo prazo é habitualmente inferior a 12 meses.

O Novo Banco foi acionista da SAD do Benfica até 2017, quando a participação foi vendida a José António dos Santos, parceiro de empresas de Luís Filipe Vieira no ramo imobiliário, de acordo com o jornal.

Na temporada de 2019/20, a SAD do Benfica teve resultados positivos de 41,7 milhões de euros.

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