Portugal
Benfica é o 'rei' da Taça da Liga, com sete títulos, cinco com Jesus
Redação
2021-01-17 12:00:00
Treinador encarnado soma mais um troféu na prova ao serviço do Sporting

O Benfica é o ‘rei’ da história da Taça da Liga em futebol, com sete títulos, em 13 edições, cinco dos quais arrebatados sob o comando do regressado Jorge Jesus, que ainda alcançou uma sexta pelo Sporting.

Os ‘encarnados’ ganharam as sete finais disputadas, a primeira sob o comando do espanhol Quique Flores, em 2008/09, a última com Rui Vitória, em 2015/16, e, pelo meio, cinco com Jesus, em 2009/10, 2010/11, 2011/12, 2013/14 e 2014/15.

O conjunto da Luz tem mais cinco troféus do que os dois segundos colocado do ranking, o Sporting, vencedor em 2017/18, com o holandês Marcel Keizer, e em 2018/19, com o atual treinador do Benfica, e o Sporting de Braga, que ganhou em 2011/12, com José Peseiro, e em 2018/19, com Rúben Amorim.

Num palmarés em que o FC Porto continua a primar pela ausência, arrebataram ainda a Taça da Liga o Vitória de Setúbal, de Carlos Carvalhal, na primeira edição (2007/08), e o Moreirense, de Augusto Inácio (2016/17).

A supremacia do clube da Luz, que nunca perdeu na fase de grupos, traduz-se em 39 vitórias, 15 empates e apenas três derrotas, com Vitória de Setúbal, em 2007/2008, Moreirense, em 2016/17, e FC Porto, em 2018/19, num total de 57 jogos.

Antes de iniciado o domínio das ‘águias’, foi o Vitória de Setúbal a ganhar a primeira edição, ao afastar Gondomar (3-0 fora), Sporting de Braga (2-0 em casa) e Benfica (1-0 fora e 2-1 em casa), vencer a fase de grupo, perante Sporting, Penafiel e Beira-Mar, e superar os ‘leões’ na final.

Os sadinos, que já haviam batido o Sporting por 1-0 na fase de grupo, impuseram-se na ‘lotaria’ das grandes penalidades (3-2), com o guarda-redes Eduardo como ‘herói’.

O Benfica venceu pela primeira vez em 2008/09, impondo-se nos penáltis (3-2) ao Sporting. Pereirinha adiantou os ‘leões’ (48 minutos), mas um penálti, inexistente, de Reyes (76) atirou a decisão para a ‘lotaria’, na qual Quim foi protagonista, ao ‘parar’ Rochemback, Derlei e Hélder Postiga.

Na época seguinte, já com Jorge Jesus, a vitória foi categórica, pois incluiu um 4-1 em Alvalade, face ao Sporting, nas meias-finais, e um 3-0 frente ao FC Porto, na final, com tentos de Rúben Amorim, Carlos Martins e Cardozo.

Em 2010/11, o terceiro ‘caneco’ também passou por um triunfo nas ‘meias’ face ao Sporting, desta vez na Luz, e com um golo a acabar de Javi Garcia (2-1). Na final, a primeira em Coimbra, novo triunfo por 2-1, face ao Paços de Ferreira.

O quarto triunfo consecutivo também teve como ponto alto a meia-final, com o Benfica a receber e bater o FC Porto por 3-2, depois de estar a perder por 2-1, num embate decidido pelo suplente Cardozo, aos 77 minutos. Na final, Saviola apontou o 2-1 final face ao Gil Vicente, aos 84.

Em 2012/13, prevaleceu o Sporting de Braga, que, depois de afastar o Benfica nas meias-finais, nos penáltis (3-2), com Quim como ‘herói’, bateu na final o FC Porto por 1-0, em Coimbra, graças a uma grande penalidade do brasileiro Alan.

Na época seguinte, o conjunto da Luz voltou a ganhar, ao eliminar nas meias-finais o FC Porto em pleno Dragão, na ‘lotaria’ dos penáltis (4-3), depois de mais de uma hora com 10, para depois bater em Leiria o Rio Ave por 2-0, com tentos de Rodrigo e Luisão, que esteve nos sete títulos ‘encarnados’.

Em 2014/15, a formação da Luz chegou sem dificuldades à sexta final, com quatro triunfos e 10-0 em golos, para, em Coimbra, superar o Marítimo por 2-1, num embate resolvido, aos 80 minutos, pelo holandês Ola John.

Um ano volvido, com Rui Vitória ao ‘leme’, o Benfica também cumpriu um percurso 100% vitorioso, que incluiu um 6-1 no reduto do Moreirense e que foi rematado, em Coimbra, com nova goleada, agora sobre o Marítimo, batido por 6-2.

Em 2016/17, primeira com ‘final four’, o Moreirense foi a grande sensação, ao ‘arrumar’ o FC Porto na fase de grupos, bater o Benfica por 3-1 nas meias-finais e superar na final o Sporting de Braga por 1-0, graças a um penálti de Cauê.

O Sporting prevaleceu nas duas épocas seguintes, em Braga, apesar de não ter vencido qualquer jogo nas duas presenças na ‘final four’: em 2017/18, superou FC Porto e Vitória de Setúbal e em 2018/19, bateu Sporting de Braga e novamente os portistas, sempre no desempate por grandes penalidades.

Os ‘arsenalistas’ aproveitaram, finalmente, o fator casa em 2019/20, impondo-se por 1-0 na final, ao FC Porto, graças a um tento de Ricardo Horta, aos 90+5 minutos, depois de superarem o Sporting nas ‘meias’, por 2-1, num jogo decidido por Paulinho, aos 90.