Portugal
"Banco do FC Porto está sempre a invadir o campo", diz Braz Frade
Redação
2021-03-02 11:35:00
Conceição queixou-se do tempo útil e ex-dirigente do Benfica diz que algumas paragens têm um motivo

A questão do tempo útil dos jogos no campeonato tem dado que falar cada vez mais e Sérgio Conceição lamentou, após o clássico contra os leões, as sucessivas paragens que a partida foi sofrendo, quebrando, necessariamente, o ritmo de jogo.

Chegámos aos 90 minutos e houve cinco paragens para substituições, situações em que jogadores ficavam no chão, em que o árbitro ia falar aos bancos. E depois dá três minutos de descontos", lamentou Conceição, destacando que "os intervenientes no jogo devem fazer mais no sentido de promover um futebol mais rápido, com menos paragens".

Braz Frade, antigo vice-presidente do Benfica, diz que o FC Porto pode começar a tentar potenciar o futebol a ter menos paragens se os elementos que fazem parte do banco assim quiserem.

"O banco do FC Porto está sempre a invadir o campo", comentou Braz Frade, salientando que essas ações dos elementos do FC Porto acabam por levar a paragens da partida.

"Estão uns 10 minutos dentro do campo. Aliás, por vezes, há mais tipos dentro do campo do que fora", afirmou, em jeito irónico, o ex-membro dos corpos diretivos do Benfica, seguindo uma linha crítica que também o Sporting segue, deixando reparos ao comportamento adotado pelo banco de suplentes do FC Porto. "Há uma mola no banco do FC Porto que os obriga a saltar o triplo", disse Miguel Braga, diretor de comunicação do Sporting.

Já Braz Frade, na CMTV, salientou ainda que na questão dos gritos e das simulações ainda há "muito" para tentar inverter, em Portugal, lembrando que os jogadores fazem "muita fita" e quando jogam nas provas europeias não têm uma atitude semelhante. "As simulações em Portugal são um mal endémico", salientou o ex-dirigente do Benfica.

A este respeito, recorde-se, já Jorge Jesus desafiou as entidades que tutelam o futebol nacional a organizarem encontros entre treinadores e outras figuras do desporto para que as simulações e gritos possam diminuir, potenciando o ritmo de jogo.

"Falo de todos os clubes. Hoje, no futebol português, por qualquer coisinha, mas são todos, numa jogada normal individual, um jogador toca na pestana do outro e parece que lhe arrancaram um olho. Gritam para o árbitro sancionar. Os jogadores em Portugal estão nesta 'treta'. É verdade que às vezes há jogadas agressivas, mas há outras em que tocam com a unha e eles dão gritos, parece que levaram com um pau. Mas são todos. São todos", comentou Jorge Jesus, acrescentando que a questão do antijogo deverá sofrer uma profunda reflexão.

"As equipas têm de arranjar uma forma de defender para suportar quando jogam, acham eles, contra equipas melhores. Mas deixar o antijogo, deixar de ter guarda-redes a perder dez minutos de jogo deitados no chão. Tem de ser tudo revisto", confessou o técnico encarndo, disponibilizando-se para participar numa reunião de treinadores para melhorar o futebol nacional.