Portugal
"As vitórias é que dão confiança para jogarmos bem no futuro"
2020-11-29 18:10:00
Ricardo Soares considera justo o triunfo do Gil Vicente sobre o Rio Ave

Ricardo Soares, treinador do Gil Vicente, afirmou que os galos fizeram "o suficiente para ganhar" ao Rio Ave, por 2-0.

"Era nossa intenção entrarmos fortes, tentar fazer o golo o mais rapidamente possível, para depois gerir o jogo e estabilizar a equipa. Fizemo-lo com grande eficácia. Faltou-nos aqui e ali uma saída mais forte para o ataque. A iniciativa dada ao Rio Ave é propositada em alguns momentos do jogo. Noutros, foi a qualidade do Rio Ave que nos atirou para trás. A vitória resultou do fantástico trabalho dos meus jogadores", explicou o técnico, nas declarações após a partida.

"Não nos podemos esquecer de que as vitórias é que dão confiança para jogarmos bem no futuro", continuou, referindo-se aos dois meses sem vencer.

"Sabíamos as etapas que queríamos percorrer. O nosso trabalho foi fundamentalmente defensivo e de saídas rápidas para o ataque. Mantivemos a baliza a zero, contra uma equipa que tinha perdido um jogo oficial [Benfica, 3-0], que era a melhor defesa do campeonato [cinco golos sofridos antes do jogo] e que é bem orientada. Com o tempo de trabalho que tínhamos, entendemos que esta era a melhor forma de vencer", reforçou.

"O grande desafio [da contratação pelo Gil Vicente] é colocar uma equipa que não está a vencer e a conquistar pontos. Achava que era um clube que me iria permitir continuar a carreira assente em vitórias e objetivos sustentados. Queríamos limpar uma ‘nuvem negra' que estava no clube, fruto dos resultados e não das exibições. A equipa já tinha feito boas exibições, mas, por perdas de concentração, não somou pontos", disse ainda Ricardo Soares.

O treinador chegou ao Gil Vicente para "herdar o trabalho do Rui [Almeida], mas também do Vítor Oliveira", que morreu no sábado, aos 67 anos.

"É um homem que nos deixa um legado incrível. Ele marcou o Gil Vicente, como marcou outros vários clubes em Portugal. Ele foi ‘grande', sem treinar nenhum ‘grande'. Se fosse preciso, estaria aqui a noite toda a dizer adjetivos positivos do Vítor. Mas deixo este: liberdade de expressão. Ele tinha a sua opinião, respeitando a dos outros, sem ‘atropelar' ninguém. Na sociedade, podemos ser líderes sem ‘atropelar' ninguém, nem tratar mal ninguém. Um grande abraço para a família", concluiu Ricardo Soares.