Portugal
"Às vezes, não conseguimos controlar tudo", admite Jorge Jesus
Redação
2021-04-16 14:45:00
Jesus e a possibilidade de chegar ao título ou de, pelo menos, alcançar o segundo lugar

O Benfica atravessa um momento de grande forma e tem vindo a somar várias vitórias consecutivas, não sofrendo golos ao mesmo tempo. Jorge Jesus mostra-se agradado com o momento da sua equipa mas defende que a turma da Luz ainda tem por onde crescer, não falando na questão do título, lembrando que as águias não dependem de si para o alcançarem, ao contrário do segundo lugar, à distância de três pontos e tendo ainda para receber o FC Porto na Luz.

"Baseamo-nos no que podemos controlar, que são os nossos jogos e, mesmo assim, às vezes, não conseguimos controlar tudo", defendeu Jorge Jesus, em conferência de imprensa, explicando que o Benfica está a tentar trepar na classificação jogo após jogo. "Para chegar ao primeiro, é preciso chegar ao segundo e depois há uma desvantagem", lembrou Jorge Jesus, realçando que, para chegar ao segundo classificado, o Benfica só depende de si mesmo. "Para chegar ao primeiro não dependes de ti. É dentro dessa lógica que acreditamos que, jogo a jogo, somando os três pontos como temos feito, podemos recuperar o segundo lugar porque estamos dependentes de nós. O resto... É o nosso adversário que vai à frente que tem essa responsabilidade", destacou Jorge Jesus. 

Questionado se o Benfica é nesta altura a melhor equipa do campeonato, Jorge Jesus respondeu, dizendo que quem vai na frente e chega ao fim no primeiro lugar terá de ser considerada a melhor equipa. "A melhor é a que chega ao fim e ganha. Ao longo do percurso, da soma de todos os 34 jogos, foi a que mais pontos fez, por isso tem que ser a melhor equipa".

Aos jornalistas, o treinador das águias confirmou, no entanto, que lhe têm agradado as exibições recentes dos seus jogadores. "O facto de o Benfica, nos últimos jogos, ter feito alguns interessantes... Na soma de todos os jogos não foi a melhor. A melhor é o Sporting, que está à frente", disse, sendo ainda questionado sobre a eventual reformulação dos quadros competitivos com a redução do campeonato de 18 para 16 equipas.

Embora reconhecendo que uma redução possa ser útil às equipas que disputam as provas europeias, Jorge Jesus lembrou que esta poderá levar a situações de desemprego, uma vez que com menos duas equipas há cerca de 50 jogadores que ficam sem a possibilidade de jogar no principal escalão do futebol nacional. "Num plantel de 25, são 50 jogadores que podem ficar com mais dificuldade em ter trabalhos. Há interesses para uma parte e interesses para outra. O que estou mais preocupado é que esses 50 jogadores tenham mercado e possam estar na I Liga.", respondeu o treinador do Benfica, nesta sexta-feira, na antevisão ao jogo frente ao Gil Vicente.