Portugal
"Arbitragem é irritante. Com 35 a 45 faltas por jogo...", diz Pedro Henriques
Redação
2021-02-18 18:40:00
Ex-jogador responsabiliza Conselho de Arbitragem por "promover este tipo de jogo parado"

A partida do FC Porto com a Juventus, para a primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões, podia servir de exemplo para a arbitragem em Portugal, no entender de Pedro Henriques.

Durante a análise a esse jogo, o antigo defesa dos dragões destacou a forma como a equipa de arbitragem liderada pelo espanhol Carlos del Cerro Grande ‘deixou jogar’, ao contrário do que acontece nas partidas em Portugal.

“O jogo estar sempre a parar desestabiliza e irrita os jogadores. O tipo de arbitragem que é praticada em Portugal é irritante, incomodativa, pára muito o jogo”, considerou Pedro Henriques.

Para o ex-jogador, trata-se de um problema que não poderá ser resolvido “enquanto o Conselho de Arbitragem gostar deste tipo de arbitragens, enquanto incentivar o tipo de árbitros que promove este tipo de jogo parado, com 35 a 45 faltas por jogo”.

“Era preciso fazer muita coisa, mas com as mesmas pessoas não dá”, insistiu: “Não vamos conseguir ter um campeonato com nível se o Conselho de Arbitragem quer este tipo de árbitros. As boas equipas não conseguem jogar porque o jogo está sempre parado. Não pode ser um bom espectáculo de futebol”.

O Conselho de Arbitragem parece viver “numa bolha”. “Eles é que estão certo e o resto do mundo está todo errado”, acusou, em declarações à SportTV.

Para sustentar a ideia, Pedro Henriques comparou Manuel Mota, “um árbitro que deixa jogar”, com André Narciso, que “tem uma média de 35 faltas por jogo”.

“Como é que é possível, num campeonato que quer ser de topo, um jogo normalíssimo ter 35 faltas? É de pensar que houve pancadaria... E há muitos árbitros assim, não dá”, insistiu.

No entender do antigo lateral, a qualidade da arbitragem influencia muito “o tipo de campeonato” que se pretende. “Se o Conselho de Arbitragem e a Federação consideram que este é o caminho...”, concluiu.