Portugal
"Ao Francisco Conceição e Taremi basta uma brisa para ser marcado penálti"
Redação
2021-04-14 21:05:00
Ex-administrador da SAD do Sporting afirma que "só não acredita" que os leões vão ser prejudicados "quem não quer ver"

Os dois empates consecutivos do Sporting fizeram soar os alarmes em Alvalade. O líder do campeonato continua com uma confortável vantagem de seis pontos sobre o segundo classificado, o FC Porto, mas são cada vez mais as vozes do universo leonino a denunciarem uma alegada perseguição sobre o treinador Rúben Amorim, a deixarem alertas sobre as arbitragens e a insinuarem ‘jogadas de bastidores’ para favorecer os rivais.

Citando um comentador, Miguel Cal, antigo administrador da SAD do Sporting, juntou-se ao coro dos que receiam ver a equipa leonina ser prejudicada dentro e fora das quatro linhas neste final de campeonato. Através das redes sociais, o ex-dirigente considerou válida a ideia de que o Sporting está 20 anos atrasado em relação às influências que poderia gerar na arbitragem e na disciplina, expressa pelo comentador Rui Santos na SIC Notícias, a propósito de “um regime” que visa “puxar o Sporting para baixo”.

“Só não acredita quem não quer ver”, comentou Miguel Cal, avançando a esse propósito com a ‘facilidade’ com que o FC Porto beneficia de grandes penalidades devido ao suposto ‘teatro’ de Taremi e Francisco Conceição, jogadores que estiveram na origem de penáltis a favor dos dragões que foram depois contestados por comentadores ligados aos rivais de Lisboa. Já em contrapartida, Jovane Cabral e João Mário podem ser “atropelados” dentro da área do adversário que nada acontece. “Ao Francisco Conceição e Taremi basta uma brisa para ser marcado penálti. O João Mário ou o Jovane podem ser atropelados”, sustentou o ex-administrador da SAD do Sporting.

Para reforçar a ideia da diferença de tratamento entre o Sporting, líder do campeonato, e o FC Porto, o segundo classificado e campeão em título, Miguel Cal avançou também com as consequências disciplinares dos ‘excessos’ dos treinadores, isto depois de Rúben Amorim ter sido suspenso por 15 dias, pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, devido à recente expulsão no duelo com o Famalicão. Um castigo que afasta o técnico da partida com o Farense, na próxima sexta-feira, e do jogo com o Belenenses SAD,marcado para 24 de abril.

“Ao Sérgio Conceição tudo é permitido. O Rúben Amorim é castigado fortemente (aliás até o tentaram irradiar)”, salientou o ex-dirigente do Sporting, aludindo ao processo disciplinar aberto ao treinador do Sporting em março deste ano, pela Comissão de Instrutores da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, na sequência de uma participação feita pela Associação Nacional de Treinadores de Futebol em março de 2020, por alegada fraude na inscrição como treinador. Se condenado, Amorim arrisca uma pena de um a seis anos de suspensão de atividade.

“A disciplina desportiva nacional pretende condenar o treinador Rúben Amorim a uma sanção mínima de suspensão por um ano pelo facto de o mesmo, respeitando os regulamentos em vigor, se ter inscrito como treinador-adjunto e não como treinador principal quando ainda não possuía habilitação para tanto. Este processo e esta acusação constituem uma mancha reputacional indelével no desporto nacional, com repercussões internacionais, por impedirem qualquer possibilidade de crença no regular funcionamento das instituições que movem o processo”, reagiu, à data, o Sporting.