Portugal
"Andavam com Schmidt num andor, ia para a seleção alemã e para o Galatasaray"
2024-04-09 15:55:00
Técnico germânico do Benfica contestado na Luz

Roger Schmidt conquistou os adeptos do Benfica mal aterrou em Lisboa. "Quem ama futebol, ama o Benfica", disse o germânico. Com essa frase tocou fundo no coração benfiquista. 

Além das palavras, Roger Schmidt também entrou no coração dos adeptos com o futebol que a equipa mostrava em campo. Com escolhas constantes no onze, Schmidt raramente abdicava de mudar a sua equipa. Embora criticado por alguns comentadores, rotatividade era pouca e Schmidt insistiu sempre nos jogadores que lhe davam garantias.

O treinador alemão recrutou alguns jogadores da casa como Florentino Luís ou Gonçalo Ramos. Mas apostou também em António Silva, mesmo que isso tenha significado colocar de parte nas opções Jan Vertonghen. Após o aparecimento de António Silva, pouco tempo depois, o belga deixou a Luz.

Schmidt ia "para a seleção alemão e para o Galatasaray"

E foi com um futebol atrativo que Roger Schmidt conquistou não apenas a plateia da Luz mas a estrutura. De tal modo assim foi que Rui Costa renovou-lhe o contrato. Esse era o tempo em que se falava de Roger Schmidt como possível selecionador da equipa nacional da Alemanha. Mas não só.

Campeão na época de estreia, também na Champions League o germânico deu cartas. O Benfica ultrapassou as pré-eliminatórias. Na fase de grupos venceu um agrupamento com Paris Saint-Germain, Juventus e Maccabi. Ainda ultrapassou o Brugge e só caiu diante do Inter, que foi finalista da prova.

No campeonato, Schmidt viu o Benfica ser campeão. Apesar de perder a larga folga que tinha, segurou a conquista do principal objetivo. Mas na segunda época tudo mudou. Mas nem parecia.

A época arrancou com o Benfica a conquistar a Supertaça Cândido de Oliveira, em Aveiro, diante do FC Porto. Depois, tudo mudou. Saiu Vlachodimos, Ristic também. Jurásek, que vinha para render Grimaldo, não se fixou. Foi emprestado.

Arthur Cabral chegou para tentar fazer de Gonçalo Ramos. Mas não conseguiu. Musa e Tengstedt também foram alternando. No lado esquerdo da defesa, Aursnes muitas vezes, Morato algumas. 

No lado contrário, João Neves chegou a estar como defesa, João Victor foi testado e até Tomás Araújo. No meio-campo, João Neves foi também tendo diferentes companheiros: Kokçu, João Mário, Florentino Luís.

Só no eixo central é que a aposta de Roger Schmidt se foi mantendo quase inalterada. Otamendi e António Silva a segurar na frente de Trubin. O ucraniano assumiu a baliza após a saída de Vlachodimos.

Agora, Roger Schmidt tem o Benfica longe da conquista do título, que ainda é possível. Caiu da Taça de Portugal e da Taça da Liga. E tenta brilhar na Liga Europa. Mas a contestação é grande e já se fala em Mourinho, embora o Benfica negue.

"De um momento para o outro não sabe fazer substituições"

Fernando Mendes, antigo jogador de futebol, lembra que Schmidt deixou o "andor" em que era carregado há poucos meses atrás na Luz.

“Há coisa de dois, três meses atrás andavam com o Roger Schmidt num andor. Começa a época, era o melhor treinador do mundo. Ia para a Seleção da Alemanha, para o Galatasaray, ia para todo o lado, meio mundo andava atrás de Roger Schmidt”, comentou o ex-futebolista, na CMTV.

“De um momento para o outro, passa a ser o grande diabo do Benfica, não sabe fazer substituições. Na época passada, raramente fazia substituições mas era um grande treinador”, lembrou ainda o antigo jogador.

Roger Schmidt tem contrato com o Benfica para lá desta época. Se a SAD o quiser despedir, terá de lhe pagar uma verba superior a 20 milhões de euros. A bola está do lado de Rui Costa.