Treinador diz que já andavam a colocar os dragões a oito pontos como se Benfica já tivesse vencido Boavista
O FC Porto está a seis pontos da liderança do Sporting e a cinco do Benfica, agora segundo colocado. Após o desaire em Paços de Ferreira, muitos portistas temeram que a desvantagem para as águias pudesse ser no final da ronda de oito pontos, em caso de triunfo dos encarnados, no Bessa, coisa que não aconteceu.
Henrique Calisto, antigo treinador de várias equipas portuguesas, entre as quais o Paços de Ferreira, esteve no Porto Canal a abordar vários temas relacionados com futebol e assumiu que é necessário fazer uma análise detalhada ao que vem fazendo a turma de Sérgio Conceição.
“Temos que ir à análise mais profunda. Não basta a constatação de facto e condenar o seu treinador ‘à morte’ e a sua equipa. Afinal, já não são oito pontos”, disse Henrique Calisto, lembrando que os portistas, no que respeita ao confronto com o Benfica, apenas dependem de si para vencerem o título.
“Com os três pontos que o Benfica perdeu só está a cinco pontos. O FC Porto só depende de si”, salientou Henrique Calisto, em referência ao confronto com as águias, uma vez que no confronto com o Sporting, os dragões já não dependem de si mesmos, pois têm menos seis pontos e já jogaram contra o conjunto leonino.
Seja como for, Henrique Calisto diz que o desaire encarnado no Bessa “abriu o campeonato” numa altura em que “já se estava a condenar o FC Porto e o seu treinador [Sérgio Conceição]”.
O treinador entende que o FC Porto está a realizar uma época “atípica”, mas diz que é preciso “lembrar” que alguns jogadores importantes saíram recentemente e outros também chegaram nos últimos tempos.
“Não há tempo para treinar, houve muitas mudanças no onze, fizeram-se alterações para compensar alguns jogadores. O FC Porto já se apresentou com três centrais, num 4-2-3-1, num 4-3-3.”
Henrique Calisto diz que, nos tempos mais recentes, o FC Porto não tem tido “quatro dias seguidos de treinos”. “Ou porque é a Champions, ou é a Seleção, ou o campeonato e isso é muito difícil para o treinador”.