Portugal
"Acho que vou ter capacidade de comandar o barco a bom porto”
Redação
2021-04-19 14:20:00
Presidente do Marítimo convicto de que os insulares vão conseguir a manutenção, apesar da tormenta

O presidente do Marítimo mostrou-se hoje confiante na manutenção na I Liga portuguesa de futebol, apesar de ocupar a antepenúltima posição no campeonato.

“Quando se está bem tudo flui e é mais fácil. Quando as coisas ficam menos bem a parte psicológica funciona também menos bem, não significa dizer que estou nesse barco. Não, estou no barco contrário e acho que vou ter capacidade de comandar o barco a bom porto”, frisou Carlos Pereira, em declarações prestadas após uma ação solidária do clube madeirense para com a Associação Portuguesa de Deficientes.

O dirigente ‘verde rubro’ mostrou-se inconformado com a posição ocupada pelo Marítimo e lembrou que um dos objetivos inicialmente traçados para a presente temporada passava por “alcançar lugares europeus”, explicando que o plantel “tem qualidade para isso”, culpando os “casos atípicos” pela posição que ocupa.

Carlos Pereira relembrou a penalização que sofreu do Conselho de Disciplina, por “reivindicar a presença do público no estádio”, garantindo que essa situação também “veio em prejuízo” de uma época que queria melhor, apesar da forte aposta na qualidade do plantel, que “não tem correspondido naquilo que é o número de pontos”.

O Marítimo saiu derrotado na visita ao Belenenses SAD no Jamor, por 2-0, apesar das inúmeras oportunidades criadas pelos insulares. Segundo o presidente maritimista, o principal problema está na “eficácia que não tem funcionado”.

Relembrando o encontro caseiro com o FC Porto, que aparentemente estaria “controlado”, o líder maritimista assumiu que foi “um clique que estragou aquilo que poderia ser o alavancar para a conquista do primeiro objetivo, a manutenção”, referindo-se à grande penalidade nos descontos que deu a vitória aos nortenhos.

O presidente do clube recusa-se a “deitar a toalha ao chão” e garantiu que será feito de tudo para alcançar a manutenção no mais alto escalão do futebol português, relembrando a descida em 1987, sublinhando que “em cinco minutos” o clube madeirense estava de volta à I divisão.