Portugal
"A verdade é que houve Avante e houve procissão em Fátima"
2020-09-14 17:35:00
Rita Garcia Pereira critica DGS por manter proibição de público nos estádios

A advogada Rita Garcia Pereira, antiga dirigente do Sporting, criticou a Direção-Geral da Saúde (DGS) por continuar a proibir o público nos estádios quando há autorização para iniciativas.

Num artigo de opinião para o blogue Leonino, a ex-dirigente apontou mesmo dois casos que levantaram polémica nas redes sociais: a Festa do Avante, promovida pelo Partido Comunista Português, e a peregrinação do 13 de setembro, que ontem encheu a lotação (do plano de contingência) do Santuário de Fátima.

"A verdade é houve Avante e houve procissão em Fátima", apontou.

As decisões da DGS são "estranhas" e podem levar muitos clubes, em especial nos campeonatos distritais, a extinção por "falta de receitas e de patrocínios".

"Público nos jogos é que está mais difícil porque, aparentemente e na opinião da mesma DGS, somos todos uma cambada de vândalos que sabem comportar-se no trabalho, nos transportes e na vida quotidiana mas que, nos estádios, vivemos para apanhar a covid-19", ironizou.

Quem apanhou a covid-19 foram três jogadores do Sporting, o que levou ao cancelamento do jogo de pré-temporada com o Nápoles.

"Uma vez mais e com particular ênfase nas redes sociais, parte dos sportinguistas trataram de criticar o clube, chegando-se a invocar que o clube deveria encerrar os jogadores", lamentou a advogada.

"Antes de nos lançarmos num mar de críticas, convinha perceber-se que o que aconteceu no Sporting não é diverso do que ocorreu noutros clubes, Benfica incluído. E, enquanto não aprendermos a dominar os efeitos deste vírus, todos os clubes estão numa posição de total igualdade perante os riscos, o que é mais do que se pode dizer quanto a todos os outros aspectos da competição", concluiu a ex-dirigente.