Portugal
"A ser adulterado o relatório, não seria a primeira, a segunda, a trigésima vez"
Redação
2021-04-15 18:50:00
Diamantino acredita em Rúben Amorim e garante que já foi vítima de “relatórios adulterados” 

“Não consigo perceber. A única coisa que posso dizer a favor de Rúben Amorim, é que, a ser adulterado o relatório do árbitro, não seria a primeira, a segunda, a terceira, a décima, a vigésima, a trigésima vez”, afirma Diamantino Miranda, antigo futebolista e atual treinador que já foi vítima de alegações falsas em relatórios de arbitragem. 

Em causa estão as palavras que Rúben Amorim terá dito e que custaram a expulsão ao treinador do Sporting. Diamantino sustenta, na CMTV, que já enfrentou casos em que os relatórios dos árbitros tinham afirmações jamais proferidas.  

Eu, como treinador lesado em algumas situações destas, posso garantir: eu dizia que eu não tinha dito e feito; mas garantiam que eu tinha dito e garantiam que eu tinha feito. Eu e muitos treinadores. Portanto, estou à vontade para sustentar que tendo a acreditar no que Rúben Amorim afirmou hoje. Não sei se é verdade ou não, mas tendo a acreditar, porque há muitos casos”, salientou ainda o antigo futebolista. 

Diamantino insiste que “há muitos treinadores que já foram lesados por situações destas” e lembra que o próprio Rúben Amorim “já confirmou ter dito alguma coisaNão sei é se disse tudo o que o árbitro escreveu. Se o Rúben diz que não, não sou ninguém para duvidar. Mas acredito que o árbitro possa ter adulterado o relatório, ou adulterado as coisas que o Rúben Amorim diz”, salienta Diamantino Miranda. 

Em conferência de imprensa de antevisão da partida de sexta-feira, frente ao Farense, o treinador assumiu que não é “um santo”, mas garante que as afirmações que lhe são imputadas não correspondem à verdade. “É a palavra do árbitro contra a minha”, salientou o técnico, que promete defender-se.  

“Sei o que disse e nunca vim para aqui dizer que não disse. Nunca quis passar por santo, mas sei o que digo e não digo e tenho a minha consciência tranquila. Esse assunto dos castigos e processos acabou”, realçou Rúben Amorim.  

Em causa estão palavras depois do jogo do Sporting frente ao Famalicão, que valeram a expulsão ao treinador leonino. treinador do Sporting negou ter proferido algumas expressões que lhe são atribuídas na deliberação do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol para sustentar o castigo de 15 dias que lhe foi aplicado e prometeu defender-se. 

Rúben Amorim advertiu que falaria sobre esse assunto apenas “uma vez”, até para não se “prejudicar mais”, mas frisou que foi expulso no final do encontro com o Famalicão “por afirmações que não são verdade”. 

“Se posso ser expulso por palavrões, expulsem-me, mas o que está a dar sustentação ao castigo, aquilo de ‘conseguiste o que querias’, é falso. Portanto, vou-me defender, mas é a última vez que falo sobre qualquer processo ou castigo que tenha, porque o grande prejudicado sou eu”, adiantou.  

Ainda assim, o técnico acabou por voltar ao assunto para admitir que não concorda com a suspensão que lhe foi aplicada e reconhecer que é “a palavra do árbitro” contra a sua, mas garantiu estar “de consciência tranquila”.  

O treinador do Sporting foi suspenso por 15 dias pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, após a expulsão no jogo frente ao Famalicão (1-1), da 26.ª jornada da I Liga. 

Rúben Amorim foi expulso pela quarta vez, vai cumprir uma suspensão de 15 dias, além de pagar uma multa de 6375 euros, segundo o mapa de castigos divulgado na terça-feira, que salienta que Rúben Amorim proferiu “palavras injuriosas dirigidas à equipa de arbitragem” no final do jogo.