Portugal
"A posse de bola do FC Porto não foi avassaladora", destaca Evangelista
2021-08-28 20:40:00
Treinador do Arouca elogia a "ousadia" com que a equipa se apresentou no Dragão

Armando Evangelista, treinador do Arouca, destacou a forma como a equipa conseguiu travar o FC Porto até ao primeiro golo, apesar das “diferenças existentes” entre as formações.

“Íamos ter uma tarefa difícil, mas sabíamos perfeitamente que o tempo nos poderia ajudar face àquilo que pretendíamos fazer. Entrámos muito bem e organizados e conseguimos equilibrar nesses primeiros minutos, sem dar grandes oportunidades ao adversário. Depois de sofrermos o primeiro golo, parece-me que o FC Porto passa a estar mais confortável”, comentou.

“Tendo em conta os dois pontos perdidos na última jornada, não arriscou em demasia, algo que estaríamos à espera que fizesse, desde que conseguíssemos chegar ao intervalo sem ter sofrido, e poderia tornar a história da segunda parte diferente”, continuou o técnico do Arouca.

Armando Evangelista considerou justa a derrota, mas pesado o resultado, apontando algumas dúvidas sobre a arbitragem: “Sofrendo na primeira parte, a tarefa complicou-se. Sem questionar a justiça dos três pontos, parece-me que os números são exagerados. Dá-me a sensação de que no primeiro golo há uma falta cometida sobre o Bukia. Na transição, o FC Porto faz o segundo. Já o terceiro parece que a bola bate na mão do Marcano antes de entrar”.

“Analisando os números, jogar no Dragão e conseguir, por exemplo, cinco cantos contra quatro também reflete a nossa ousadia em querer chegar mais à frente, disputar o jogo e reentrar no resultado”, salientou: “Mesmo a posse de bola do FC Porto não foi avassaladora. Por norma, contra estas equipas que lutam pela manutenção, costuma ter uma posse mais dilatada, mas equilibrámos de alguma forma. Isso espelha o que fizemos de positivo”.

“O Oday Dabbagh e o Tiago Esgaio chegaram esta semana e era importante dar-lhes alguns minutos, sabendo de antemão que a identificação destes atletas com a nossa forma de jogar e as nossas rotinas ainda não é nada. Mesmo assim, era importante sentirem o pulso à equipa em competição para que a integração possa ser facilitada”, finalizou o treinador do Arouca.