Portugal
"A Juve Leo passou à história. O seu lugar é fora do estádio"
2022-10-25 09:45:00
"Parece que ainda ninguém lhes explicou que os tempos em que condicionavam a gestão do clube acabaram", diz ex-dirigente

A Direção do Sporting e a Juventude Leonina, uma das principais claques do clube, estão em rutura e agitam-se as vozes em Alvalade entre os que se colocam ao lado da 'Juve Leo' e aqueles que admitem concordar com a posição assumida pela Direção liderada por Frederico Varandas em relação a este dossiê.

Carlos Barbosa da Cruz, advogado e antigo dirigente do clube verde e branco, mostra compreensão em relação ao papel da Direção verde e branca neste caso e acredita que foi dada a 'estocada final' no grupo organizado de adeptos no jogo frente ao Casa Pia quando uma operação mais musculada da PSP atuou no topo onde se encontravam os elementos da 'Juve Leo'.

"Parece que ainda ninguém lhes explicou que os tempos em que condicionavam a gestão do clube acabaram. Parece também que Alcochete lhes passou ao lado", comentou Carlos Barbosa da Cruz.

O antigo dirigente concorda que "o Sporting deve muito à Juve Leo mas eram outros tempos", assinalou, por conseguinte, Carlos Barbosa da Cruz, referindo mesmo que, pela sua leitura, a claque leonina não tem lugar no Estádio José Alvalade.

"Esta Juve Leo de agenda própria não serve o clube e o seu lugar à fora do estádio", atira Carlos Barbosa da Cruz, acreditando mesmo que a claque afeta ao Sporting teve o seu fim nos moldes em que vinha sendo conhecida.

"Neste último jogo, a Juve Leo passou à história", concluiu o advogado Carlos Barbosa da Cruz, no Correio da Manhã, revelando descontentamento pela forma como a claque do Sporting se vem posicionando ultimamente em relação ao clube.

Ministro explica ação da PSP

José Luís Carneiro, ministro da Administração Interna, explicou os motivos que levaram as autoridades a 'varrer' a bancada de Alvalade onde estavam os adeptos da 'Juve Leo'.

"Não foi apenas no sábado que aconteceram incidentes que consideramos graves e lamentáveis, tem acontecido regularmente em provas do desporto", justificou José Luís Carneiro.

Por outro lado, o ministro salientou ainda que "muitos adeptos utilizam e usam engenhos pirotécnicos sob anonimato porque se escondem atrás dos trajes para lançar esses engenhos".

Aos jornalistas, José Luís Carneiro referiu também que como alguns adeptos tentam "ludibriar as autoridades no uso desses engenhos, tem que se encontrar mecanismos de sancionamento dessas práticas".

Em relação às imagens da atuação da PSP e do seu corpo de intervenção, o ministro rejeita que seja necessário abrir qualquer inquérito para averiguar as circunstâncias em que a operação decorreu.