Portugal
“A felicidade é tão grande que sinto que cheguei no momento certo”, diz Cardoso
Redação
2021-02-13 22:00:00
Treinador destaca o crescimento do Rio Ave "sob o ponto de vista defensivo"

Miguel Cardoso, treinador do Rio Ave, não escondeu a satisfação com o segundo triunfo consecutivo da equipa. “A felicidade por estar aqui é tão grande que sinto que cheguei no momento certo. O Rio Ave tem atingido resultados [na luta pela Liga Europa] nos últimos anos, que resultam do trabalho. O que quero é rigor, disciplina, organização. Sabemos bem o contexto em que estamos. Focamo-nos no que podemos fazer em cada momento, com tranquilidade e com sossego”, afirmou.

Na conferência de imprensa após a partida com o Vitória de Guimarães, o técnico destacou o “rigor” do Rio Ave: “Sabíamos ao que vínhamos e o nível de dificuldade do jogo, frente a um adversário que poderia ganhar hoje e na quarta-feira, para igualar Benfica e Sporting de Braga na classificação. Tínhamos o nosso plano de jogo, ao qual tínhamos de ser muito fiéis para ganhar. Transformámos probabilidades em possibilidades para ganhar o jogo”.

O Rio Ave tem “crescido sob o ponto de vista defensivo”, realçou o treinador: “É aí que as equipas ganham confiança. Tenho referido, desde o primeiro jogo, que esse tem sido sempre o nosso foco. Foi isso que trouxemos para o campo. Os resultados acontecem fruto de mérito e, por vezes, de erros”.

Chegando ao Rio Ave a meio da época, Miguel Cardoso reconheceu que a proibição de público nos estádios lhe favorece o trabalho.

“Iria defender sempre um plano de jogo que passasse por pôr em campo os melhores jogadores no momento. A construção de uma equipa passa por o treinador conhecer os jogadores que tem e a identidade do clube. Estamos num processo de crescimento. Trabalhar sobre vitórias dá-nos mais ânimo, mas prevejo um campeonato duríssimo até ao final. Hoje, teria sido mais difícil manter níveis de estabilidade emocional com o público aqui”, explicou.

“Em relação ao Aderlan [Santos], parabenizo os bons comportamentos. O Nélson [Monte também] esteve bem, os médios tiveram trabalho de sapa, terrível na forma como se tiveram de desdobrar. Os meus alas conseguiram uma relação muito boa com os laterais. As coisas fluíram e acabaram por acontecer bem”, concluiu.