Portugal
45 minutos para cada equipa e muito desperdício de Maurides
2018-03-11 20:40:00
O Belenenses dominou na primeira parte, o CD Tondela fez o mesmo na segunda e Maurides poderia ter mudado este desfecho.

A primeira parte para o Belenenses, a segunda para o CD Tondela e Maurides com o golo nos pés em duas ocasiões flagrantes que não se podem falhar. Foi assim que decorreu o empate, sem golos, entre os azuis do Restelo e os beirões, na tarde deste domingo, na 26.ª jornada da Primeira Liga. Num jogo para o qual ambas as equipas partiram em igualdade pontual no campeonato, o ponto para cada lado foi o mais justo resultado possível. A partida de hoje nem sempre foi pautada pelo bom futebol (muito pelo contrário, até…) e o interesse do mais comum amante do desporto rei foi diminuindo com o passar dos minutos, o aumento das infrações, das paragens e o deterioramento do relvado.

Silas optou por manter a aposta numa defesa com três centrais, com o recuo de Persson para junto de Gonçalo Silva e Sasso. A continuação da estratégia deu frutos para o Belenenses, que entrou na partida a justificar o fator casa, a assumir a maioria das despesas ofensivas. O conjunto do Restelo começou o encontro com mais bola, situação também permitida pelo Tondela, que deu primazia à manobra contra-ofensiva, pois esse mesmo desenho tático já tinha dado resultados a Pepa outrora.

Tal foi a entrada forte da turma de Belém que, no espaço de 20 minutos, Maurides dispôs de duas oportunidades flagrantes de golo, ambas com o mesmo desfecho: falhanços que devem ter colocado os nervos em franja aos adeptos caseiros. O primeiro lance surgiu aos 7’ com o avançado brasileiro a surgir em frente à baliza à guarda de Cláudio Ramos. Maurides rematou centímetros ao lado das redes. Quando o relógio marcava o minuto 19, o atacante voltou a surgir isolado na pequena área tondelense, dessa feita ao segundo poste, após um cruzamento de André Sousa, e a ineficácia voltou a falar mais alto no momento do tiro. À meia hora, era Maurides o principal destaque do encontro, mas por motivos que o mesmo não desejaria…

No primeiro tempo, foi o Belenenses a dominar e o Tondela a manter as linhas baixas e juntas nas quatro linhas, sempre na procura de um lance de contra-ataque que servisse para ferir a defensiva contrária. Nos segundos 45’, o cenário foi completamente distinto. Mais precisamente, o inverso total. A equipa comandada por Pepa iniciou a segunda parte com o controlo da posse de bola, a assumir um maior pendor atacante, fator que continuou a verificar-se à medida que os minutos passaram até ao apito final, também fruto da dificuldade do Belenenses na fase da criação. Ainda assim, a partida perdeu grande parte do interesse no momento em que as faltas e as paragens do jogo começaram a ser as situações mais dominantes. Quem saiu a perder foi o espetáculo do futebol, também devido ao estado do relvado, que piorou com a chuva e as pisadelas.

Nos últimos minutos, houve ainda lugar para a divisão de oportunidades de golo, tal como tinha acontecido com o domínio do jogo na passagem da primeira para a segunda parte. Primeiro, foi o Belenenses a estar perto do golo, aos 85 minutos, através de um cabeceamento de Tiago Caeiro, em resposta a um cruzamento de Nathan. A bola embateu no poste da baliza defendida por Cláudio Ramos. Um minuto mais tarde, foi o Tondela a criar perigo, com Sasso a ter que cortar a bola em cima da linha de golo após um remate de Juan Delgado. Terminados os 90 minutos de um jogo com pouca qualidade futebolística, Tondela e Belenenses mantêm-se lado a lado na tabela classificativa da Primeira Liga, em 11.º e 12º lugar, respetivamente, com 29 pontos para cada equipa.