Modalidades
“Queremos estar na final para tentar ganhá-la”, garante Guillem Cabestany
Redação
2021-04-08 19:50:00
Treinador da equipa de hóquei em patins do FC Porto confiante para a Liga Europeia

O FC Porto volta a disputar a Liga Europeia de hóquei em patins, interrompida durante a temporada passada devido à pandemia de covid-19, e parte com a ambição de conquistar um troféu que teima em fugir aos dragões. Com Portugal a ser o país anfitrião da prova em 2021, o FC Porto entra na competição defrontando os catalães do Noia, no grupo A, a partir das 13h00 de sexta-feira.

“Estamos atrás deste título há muitos anos, mas não vamos deixar de acreditar e de ter confiança por causa disso. Se não era melhor ficarmos em casa, mas o que queremos é estar na final para tentar ganhá-la”, afirmou o técnico portista, Guillem Cabestany, citado pelo clube, numa antevisão à partida com o Noia, “uma equipa muito disciplinada e bem organizada”.

“Claro que é possível ganharmos esta competição, mas é difícil como todos sabemos. É uma competição muito difícil, ainda para mais neste formato tão reduzido e rápido, em que qualquer distração nos quatro jogos que podem garantir o título nos pode afastar”, salientou Cabestany: “Estamos atrás deste título há muitos anos, mas não vamos deixar de acreditar e de ter confiança por causa disso. Se não era melhor ficarmos em casa, mas o que queremos é estar na final para tentar ganhá-la”.

O FC Porto parte para a prova europeia embalado pelo bom percurso no campeonato. “São competições diferentes, obviamente, mas a trajetória das equipas tem alguma importância”, comentou o treinador: “Às vezes a equipa joga mal, consegue dar a volta e fazer bons jogos, mas pessoalmente prefiro chegar com a confiança e o ânimo em alta. Nesse sentido temos feito um bom campeonato, o que nos ajuda a chegar a este fim de semana importante com a confiança em bom nível”.

O Noia é um adversário que não trará “grandes surpresas”, dado que ainda na última temporada derrotou os dragões. “Pode haver quem pense que o Noia é uma equipa menos importante ou com menos valor do que outras com mais nome, mas essas pessoas vão ficar surpreendidas. No ano passado perdemos, e bem, contra eles na fase de grupos. O Noia fez um jogo muito bom e nós não conseguimos ter a eficácia necessária”, lembrou Cabestany.

“No Dragão Arena ganhámos com muito sofrimento e só marcámos os dois últimos golos dentro dos três minutos finais”, continuou: “Sabemos que é uma equipa semelhante à do ano passado, com algumas trocas, mas tem uma estrutura similar. É uma equipa muito disciplinada, bem organizada e vamos ter imensas dificuldades. Se no ano passado já estávamos à espera de um bom Noia, este ano não vamos ficar surpreendidos com a melhoria do plantel em termos de experiência”.

A finalizar, o técnico portista deixou elogios à organização do evento, pois “o formato é totalmente diferente” devido à pandemia. “O importante numa época com tantas mudanças era jogar esta competição. Para o desporto e para a nossa modalidade era importante não saltar mais um ano as provas europeias. Seja o formato que for acho que os clubes e as federações fizeram um esforço, por isso temos que deixar as críticas de lado e valorizar este esforço coletivo para que se possa competir e apurar o campeão da Europa. É um formato diferente, mas por sorte conhecemos bem a equipa que vamos enfrentar no segundo jogo (Óquei de Barcelos), porque jogámos contra eles há pouco tempo atrás. Assim que acabe o jogo contra o Noia vamos focar-nos nessa partida”, concluiu.