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Antevisão de Roland Garros 2020, o último torneio de Grand Slam da época
2020-09-17 12:00:00
João Sousa, Pedro Sousa, João Domingues e Frederico Ferreira Silva defendem as cores de Portugal na prova

De 21 de setembro a 11 de outubro realiza-se a 124.ª edição Open de França, o último torneio de Grand Slam da temporada, e um dos mais importantes do calendário mundial de ténis. Ao longo de três semanas, os fãs da modalidade vão poder desfrutar de muita ação a partir dos courts de terra batida de Roland Garros, em Paris, e em direto no Eurosport.

Jogado pela primeira vez em 1891, Roland Garros é um dos quatro torneios de Grand Slam. Este ano, devido à pandemia de covid-19, o torneio joga-se em setembro em vez de maio, ao contrário do que é habitual. Será o último da temporada. Quem irá erguer a Taça dos Mosqueteiros? Será novamente Rafael Nadal? E quem irá levar para a casa a Taça Suzanne Lenglen este ano em que Ashleigh Barty, a campeã em título, renunciou a defesa do título?

Na época passada, o espanhol Rafael Nadal sagrou-se novamente campeão em Roland Garros pela 12.ª vez na carreira, enquanto nas senhoras, a australiana Ashleigh Barty conquistou o seu primeiro título de Grand Slam da carreira.

No histórico de campeões individuais, Rafael Nadal é o rei da terra batida e surge no topo da lista com uns impressionantes 12 títulos, conquistados entre 2005 e 2019. Nas senhoras, a australiana Chris Evert com sete títulos conquistados, entre 1974 e 1986, permanece de  ‘pedra e cal’ no topo da lista.

Este ano, pela primeira vez os courts de Paris contam com iluminação, que vão impedir, ao contrário do que sempre aconteceu, a interrupção dos encontros por falta de luz natural. A chuva não será mais causa de interrupções em Roland Garros graças à construção do novo teto amovível no Estádio Philippe Chatrier.

O público deverá marcar presença nas bancadas dos estádios de Roland Garros, estando a lotação limitada entre 50 e 60 por cento, ou seja, cerca de 20 mil pessoas vão poder assistir aos encontros das primeiras rondas, enquanto o número para as finais será limitado a 10 mil.

Para além das grandes estrelas mundiais do ténis, Roland Garros conta ainda com presença de jogadores portugueses. João Sousa, o número 1 nacional, é o único com entrada direta no torneio, algo exclusivo para os primeiros 100 do ranking mundial. Pedro Sousa, João Domingues e Frederico Ferreira Silva são os restantes portugueses que marcam presença no torneio na ronda de qualificação.

Toda a ação de Roland Garros, o derradeiro torneio de Grand Slam de ténis da temporada, será emitido em direto no Eurosport ou no Eurosport Player de 21 de setembro a 11 de outubro. Os comentários ficam a cargo da equipa composta por Miguel Seabra, Pedro Keul, Hugo Ribeiro e José Manuel Castro Martins. O antigo tenista Emanuel Couto junta-se à equipa de comentários, a partir dos encontros das meias-finais do torneio.

Factos, números e curiosidades

Roland Garros – O torneio de Grand Slam recebe o seu nome em homenagem ao aviador francês Eugène Adrian Roland George Garros que combateu na Primeira Guerra Mundial. Foi uma condição imposta pelo Estado gaulês, que doou o terreno de alargamento do complexo de ténis, tendo em vista o confronto da Taça Davis contra os EUA, em 1928. O encarregado do projeto foi Émile Lesieur, amigo de Roland Garros, que tinha lutado também na guerra.

Taça dos Mosqueteiros – Nome do troféu entregue ao vencedor do torneio masculino. Mede mais de 20 centímetros e pesa mais de 10 quilogramas. O nome é uma homenagem às quatro lendas do ténis francês: Jean Borotra, Henri Cochet, René Lacoste e Jacquies Brugnon. Foi esta equipa composta pelos Quatro Mosqueteiros que venceu a Taça Davis em 1927. Juntos somam 10 torneios de Roland Garros. As estátuas destes quatro ídolos nacionais do ténis encontram-se no recinto do torneio em Paris.

Estádios com nomes históricos – Philippe Chatrier e Suzanne Lenglen são os nomes dos dois estádios principais em Roland Garros. Em 2001, um ano após a morte de Chatrier, o dirigente e antigo presidente da Federação Francesa de Ténis e da Federação Internacional, foi homenageado com o ‘naming’ do maior estádio do recinto. O segundo maior estádio do complexo de Paris, recebe o seu nome em homenagem à lendária tenista Suzanne Lenglen, conhecida como A Divina, que conquistou seis torneios de Roland Garros (e outros seis em Wimbledon), na década de 1920. Dá ainda o seu nome ao troféu feminino.

O Grand Slam da Terra Batida de Excelência – Roland Garros é o único dos quatro torneios de Grand Slam discutido em terra batida. O tom alaranjado do pó de tijolo que cobre os courts do recinto parisiense faz dele também o torneio com a superfície de jogo mais lenta. Por haver mais tempo de reação, a troca de bolas costuma ser maior, os jogadores precisam de ter maior resistência física e psicológica, agressividade e paciência para conseguirem os pontos.

6h33 – Em 2004, os franceses Fabrice Santoro e Arnaud Clément protagonizaram aquele que ficou para a história como o encontro mais longo de Roland Garros, umas impressionantes 6 horas e 33 minutos. Aconteceu na primeira ronda do torneio e terminou com a vitória de Santoro com parciais de 6-4, 6-3, 6-7 (5), 3-6, 16-14.

Rei da Terra Batida – Não há ninguém na história de Roland Garros como Rafael Nadal. O espanhol conquistou o torneio francês umas impressionantes 12 vezes, o que lhe valeu justamente a designação de Rei da Terra Batida.

Chris Evert – Não há Rei sem Rainha e Chris Evert é a tenista que mais vezes ganhou em Roland Garros. Entre 1974 e 1986, a norte-americana triunfou em sete ocasiões.

1983 – Foi o ano em que assistimos à última vitória de um tenista francês em Roland Garros. Yannick Noa foi o grande vencedor após bater o sueco Mats Wilander com parciais de 6-2, 7-5 e 7-6. Desde então muitos outros franceses tentaram, mas não tiveram êxito em erguer a Taça dos Mosqueteiros.

17 anos e 3 meses – Idade com que Michael Chang venceu Roland Garros em 1989. Ao bater Stefan Edberg, número 3 mundial e vencedor de três títulos de ‘Grand Slam’, Chang entrou para a história como o mais jovem de sempre conquistar o torneio francês.

16 anos e 6 meses – Monica Seles tornou-se na campeã de Roland Garros mais jovem de sempre, quando em 1990, com apenas 16 anos, derrotou Steffi Graf. Seria o primeiro de nove torneios de ‘Grand Slam’ que a sérvia naturalizada americana conquistaria ao longo da sua carreira. Viria ainda a conquistar as edições de 1991 e 1992 de Roland Garros.

Os Mais Veteranos – Andrés Gimeno (34 anos e 10 meses) em 1972 e Serena Williams (33 anos e 9 meses) em 2015 foram os tenistas mais velhos de sempre a conquistarem Roland Garros.

66 Mil – Número aproximado de bolas que são utilizadas durante as três semanas de duelos em Roland Garros.

250 – Número de horas de transmissão em direto do Eurosport em Roland Garros.