Liga 19/20
Benfica teve o 'bi' na mão, mas 'derrapou' na segunda volta
Redação
2020-07-27 07:50:00
Encarnados desceram do céu ao inferno, na segunda metade do campeonato

O Benfica, que parecia lançado para a conquista do bicampeonato de futebol, perdeu ‘gás' antes da pandemia e acabou por ‘derrapar' em definitivo na retoma competição, abrindo caminho para o título do FC Porto.

A vitória no dérbi com o Sporting (2-1) atenuou, de alguma forma, um percurso desapontante dos lisboetas, desde logo porque eram considerados os principais candidatos à conquista de novo troféu e porque chegaram a estar bem lançada para o conseguir.

Em época de estreia na Luz, Vinícius, autor do tento decisivo no dérbi, cotou-se como um dos melhores elementos, terminando o exercício 2019/20 como o melhor marcador da I Liga, com 19 golos, contra 18 de Pizzi, outro jogador preponderante entre os ‘encarnados', juntamente com Vlachodimos e Rúben Dias.

Depois de uma temporada em que recuperou sete pontos ao FC Porto e arrecadou o 37.º título, o Benfica viveu a sensação contrária, começando a desperdiçar uma confortável vantagem precisamente no local em que ‘deu a volta ao texto' em 2018/19, no Dragão, onde chegou com 18 triunfos em 19 jornadas e ‘tombou’ por 3-2.

Com apenas uma vitória nos cinco jogos que antecederam a paragem do campeonato, devido à pandemia de covid-19, o Benfica começou a claudicar e a retoma confirmou os sinais de fragilidade, com empates ante Tondela e Portimonense.

Mesmo superando o Rio Ave, os ‘encarnados' começaram a dizer adeus ao título com um duplo desaire insular (Santa Clara e Marítimo) , enquanto se despediam do treinador Bruno Lage, o ‘comandante' que entrou fortalecido em 2019/20, mas que não resistiu à ‘derrocada' benfiquista, nos resultados e, sobretudo, nas exibições, repletas de equívocos coletivos.

Mesmo tendo perdido o ‘prodígio' João Félix e o ‘inquestionável' Jonas, o Benfica chegou a estar embalado para o bicampeonato e começou a I Liga com uma ‘mão cheia' ao Paços de Ferreira (5-0).

À terceira jornada, o Benfica foi ‘travado' em casa pelo FC Porto (2-0), mas reagiu de imediato com uma série pujante de 16 triunfos consecutivos, entre os quais aplicando a ‘chapa 4' a Sporting de Braga (4-0), Portimonense (4-0), Marítimo (4-0), Boavista (4-1) e Famalicão (4-0).

Impulsionados pelos golos de Pizzi e Vinícius, em contraste com a ‘seca' do reforço ‘milionário' Raul de Tomás - que saiu sem ‘glória' em janeiro -, os lisboetas prosseguiram na senda vitoriosa, superando o rival Sporting em Alvalade (2-0), com um ‘bis' de Rafa, que viveu uma época muito longe dos melhores desempenhos, e com o reforço invernal Weigl já integrado.

Paços de Ferreira e Belenenses SAD proporcionaram os últimos momentos de felicidade aos adeptos benfiquistas, que, a partir de então, e até ao adeus de Lage, assistiram ao ‘descalabro' de uma equipa que, à semelhança do que sucedeu em 2017/18 - então desperdiçando o ‘penta' - estendeu a ‘passadeira azul'.

Nos últimos cinco jogos, Nélson Veríssimo, ex-adjunto de Lage, somou 13 pontos, em 15 possíveis, e evitou que o Benfica fizesse a pior segunda volta da sua história.