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Início » Atlético CP. Há açúcar e muito afeto numa Tapadinha onde a bola é doce predileto
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Atlético CP. Há açúcar e muito afeto numa Tapadinha onde a bola é doce predileto

RedaçãoPor Redação15/02/20247 Mins Leitura
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Entrevista a David Silva, jogador do Atlético, da Liga 3

Os alicerces do futebol português há muito que têm no Atlético Clube de Portugal uma referência. E mesmo longe dos grandes palcos, Alcântara e o seu Atlético continuam a ‘adoçar’ o futebol.

Nascido no coração de um dos bairros mais típicos de Lisboa, o Atlético continua a ‘marchar’ por Alcântara e pelo futebol nacional.

Aguentando-se de pedra e cal na sua Lisboa, o Atlético também faz rolar a bola pelo país numa Liga 3 que liga os holofotes a um dos palcos míticos do desporto, a Tapadinha.

Mantendo-se como uma instituição de afeição popular cativante, o Atlético nasceu da fusão entre dois emblemas, no passado, vivendo anos de glória. Agora, procura, aos poucos, voltar a ter esse seu espaço, esse seu lugar, no ‘desfile’ de clubes prestigiados.

“Sinto sinceramente que o futuro do Atlético vai ser risonho”

Não abdicando daquilo que é a sua história, o Atlético continua a traçar pontes sem barreiras, aproximando cada vez mais os alcantarenses a um dos emblemas mais míticos do desporto nacional; unindo o velho e o novo sentimento num só clube, num só emblema.

Com a Ponte 25 de Abril a romper os céus de Alcântara, é na relva que o Atlético luta a cada dia para ser melhor, misturando todas as cores porque o Atlético sempre foi um clube de causas e de princípios com o branco, azul, vermelho e amarelo juntos para a glória.

E se é certo que o Atlético já sentiu o ‘amargo’ da escuridão desportiva, não é menos verdade que procurou sempre o ‘doce’ predileto: a alegria da bola.

E por Alcântara, os ‘atléticos’ continuam a alimentar o imaginário com uma esperança de fazer crescer água na boca com um futuro açucarado no futebol. Foi por lá que o Jogo do Povo encontrou David Silva, ponta de lança que vai ajudando o emblema lisboeta a sentir o ‘paladar’ do sucesso.

Aos 28 anos, natural de Almeirim, David Silva acredita que o Atlético tem os condimentos necessários para voltar a ser aquilo que já foi, ou que nunca deixou de ser no coração dos alcantarenses.

“Acredito que com as pessoas que neste momento estão na estrutura do Atlético, há fortes possibilidades de isso acontecer”, vaticinou o camisola 17 do Atlético de Portugal, ciente de que no futebol é necessário fazer as coisas “passo a passo”.

“E sem querer dar um passo maior do que a perna, sinto sinceramente que o futuro do Atlético vai ser risonho”, projetou David Silva, em declarações ao Jogo do Povo, no Bancada, onde deu conta da importância e impacto de jogar num reduto mítico do desporto como é a Tapadinha.

“Acho que jogar na Tapadinha acaba por ser um privilégio, por toda a história que o clube tem e pelos jogadores que já jogaram naquele estádio”, observou David Silva.

Uma bola como ‘doce’ favorito

E porque as memórias dos clubes são também as memórias dos jogadores, David Silva recuou nas suas primeiras memórias sobre o mundo da bola.

“O futebol entra muito cedo na minha vida porque o meu pai jogava futebol, jogou em vários clubes do distrito de Santarém e a minha primeira memória relacionada com futebol era ir aos jogos do meu pai e brincar com a bola antes do jogo e ao intervalo”, contou, convidando com essa ideia, ao pensamento de um passado de tantos miúdos (hoje graúdos) que isso também faziam de cada vez que soava o apito para o intervalo por esses estádios do país fora.

E em intervalos da escola a bola também era o ‘doce’ favorito para David Silva. “Jogava à bola em todos os intervalos, mesmo quando não tínhamos o campo disponível, jogávamos onde houvesse espaço e algo para improvisar de baliza”, recordou, concordando que a habilidade para descobrir novos estádios era “imensa” na juventude, muitas vezes com a rua a ser o ‘teatro dos sonhos’.

Mas o futebol conviveu também sempre na vida de David Silva com outras modalidades. Contudo, e como diz o povo no alto da sua sabedoria popular, “o que é doce nunca amargou”. Por isso, foi sempre o futebol que mais sabor deu à vida desportiva de David Silva.

“Quando era criança só podíamos jogar futebol federado aos 7 anos e, por isso, pratiquei alguns desportos antes de ingressar no futebol. Mas quando fiz 6 anos, comecei logo a treinar na União de Almeirim. Mesmo sem competir nas competições oficiais, já treinava com os mais velhos e quando havia torneios, eu podia jogar nesses torneios”, relembrou ao Bancada o avançado de 28 anos.

Figura da Liga 3, David Silva procura que o tempo faça valer tantos sacrifícios que quer ele, quer a família enfrentaram ao longo dos tempos para que nunca se fosse perdendo o ‘doce’ da bola.

“Quando iniciei o percurso no futebol lembro-me que era a minha mãe que me ia buscar ao ATL e me levava ao treino. À medida que fui crescendo e mudando de clube comecei a ir à boleia ou na carrinha do clube”, explicou ao Jogo do Povo, ciente de que hoje ainda se vive essa realidade, embora com muitas coisas mais organizadas dentro dos clubes.

“Quando já representava o Sporting, tive uma lesão complicada”

Feito de momentos de glória e alegria, o futebol também atira muitas vezes dificuldades e desafios para os jogadores. David Silva dá o exemplo nomeadamente de uma grave lesão que enfrentou nos tempos de Sporting.

“Quando já representava o Sporting, tive uma lesão complicada no joelho que acabou por contribuir para a minha saída do clube, o que na altura, me deixou muito triste e que acabou por mudar um pouco a minha personalidade e a maneira como via o futebol”, confessou David Silva, que viu sempre na bola muitos exemplos para não desistir e fabricar sonhos mais ou menos ‘doces’.

“Todos os momentos que lá passei são momentos que não esqueço”, contou sobre o tempo em que viveu de leão ao peito. 

“É o clube do meu coração desde sempre e foi um sonho realizado ter representado o Sporting”, disse o jogador que não esquece o tempo que viveu na Academia de Alcochete.

Por isso, Cristiano Ronaldo, que também se formou em Alcochete, é tido como uma referência para este avançado de 28 anos que em miúdo gostava também de ver David Silva, espanhol que se notabilizou no Manchester City e no Valência.

“Adorava vê-lo jogar”, admitiu David Silva, realçando que, neste momento, gosta também “muito de De Bruyne”, jogador belga do Manchester City, que espalha futebol e fãs por esse mundo fora.

Em Alcântara, David Silva continua a ser um atento seguidor das jogadas dos ‘citizens’ mas também um ‘perigo’ para as defesas adversárias, pautando a sua carreira por tentar “melhorar a cada dia”.

“Se jogar bem um jogo, quero manter esse nível ou até melhorar no próximo jogo. É assim que encaro todos os dias”, contou David Silva ao Jogo do Povo, não negando que gostaria de pisar palcos profissionais no futuro.

“Ainda sonho jogar nos campeonatos profissionais. E aqui no Atlético, com a época que estamos a fazer, sinto que pode acontecer”, projetou o avançado, ciente de que é preciso colocar os ‘condimentos’ certos para que o resultado final não fique ‘amargo’.

“Sem querer dar um passo maior do que a perna, sinto sinceramente que o futuro do Atlético vai ser risonho”, afiançou David Silva, uma das figuras do Atlético de Portugal, um clube que tem raízes num bairro tão típico, em tempos uma força industrial que fornecia açúcar a todo o país.

E é com esse legado que o Atlético de Portugal promete continuar a ‘adoçar’ jogos atrativos, num país onde o futebol continua a ser um dos ‘doces’ prediletos.

Atlético CP Campeonato de Portugal Liga 3
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