Wenger tem apostado forte no mercado francês mas nem sempre as opções correm bem
Desde que Arsène Wenger chegou ao Arsenal em 1996/97 a equipa londrina utilizou 209 jogadores. 30 são franceses. Cerca de 15 por cento. As portas de Londres abriram-se aos gauleses com as chegadas de Patrick Vieira e Nicolas Anelka, no entanto, a prática banalizou-se ao ponto de chegarem jogadores que nunca justificaram as suas contratações, foram os casos de Marouane Chamakh e Yaya Sanogo, mas há mais.
A transferência de Alexander Lacazette ficou consumada esta quarta-feira por valores a rondarem os 53 milhões de euros (não confirmados por nenhum dos clubes envolvidos) e no norte de Londres espera-se que o antigo atacante do Olympique de Lyon repita os feitos que outrora marcaram a presença francesa no velhinho Highbury Park. Por exemplo, os feitos de Thierry Henry que marcou 174 golos em 254 partidas com duas ligas ganhas. Sendo considerado um dos melhores jogadores da história do clube.
As coisas, no entanto, nem sempre correram da melhor maneira e o sucesso, que foi alcançado no fim dos anos 90 e no inicio do novo século baseado numa french connection com jogadores como Patrick Vieira, Emmanuel Petit, Robert Pires, Sylvain Wiltord, Nicolas Anelka e Thierry Henry, não tem vindo a ser replicado nos últimos anos.
Nem os títulos têm aparecido com a cadência que se exige a um clube com a dimensão do Arsenal nem as viagens a terras gaulesas para recrutar jogadores têm resultado como outrora pareceram resultar. Nem Yaya Sanogo, Marouane Chamakh, Mathieu Debuchy ou até mesmo Samir Nasri fizeram jus à armada francesa que um dia conquistou o futebol inglês sob o olhar triunfante do mestre Wenger.
Sem conquistas na Premier League e com exibições na Liga dos Campeões a roçar a humilhação a paciência que durante anos pareceu inesgotável perante Arsène Wenger e as suas metodologias começa a esgotar-se. As contratações de Wenger começam a ser olhadas de soslaio e fica sempre a sensação entre os adeptos do Arsenal que o dinheiro gasto em contratações tem sido mal gasto.
A aposta no mercado francês tem acompanhado a carreira de Arsène Wenger enquanto treinador do Arsenal. A versatilidade, a capacidade técnica e a potência física são características muitas vezes encontradas no jogador francês e que assentam muito bem na liga inglesa. A questão está em acompanhar os esforços feitos pelos principais rivais na procura da conquista de objetivos em comum.
Será Olivier Giroud comparável a Diego Costa?
Esperam os pacientes adeptos do Arsenal que Alexander Lacazette represente um regresso ao passado e que reavive a qualidade e sucesso que um dia os franceses levaram ao norte de Londres.
Fique com a lista dos jogadores franceses utilizados por Arsène Wenger:
Patrick Vieira – 5,35 milhões de euros
Remi Garde –
Nicolas Anelka – 760 mil euros
Giles Grimandi – 3,75 milhões de euros
Emmanuel Petit – 3,75 milhões de euros
Kaba Diwarra
David Grondin
Thierry Henry – 16,1 milhões de euros
Robert Pires – 9,8 milhões de euros
Sylvain Wiltord – 17,5 milhões de euros
Jeremie Aliadiere – 2,3 milhões de euros
Pascal Cygan – 3,83 milhões de euros
Gael Clichy – 375 mil euros
Mathieu Flamini
Abou Diaby – 3 milhões de euros
William Gallas
Armand Traore
Bacary Sagna – 9 milhões de euros
Lasana Diarra – 2,9 milhões de euros
Samir Nasri – 16 milhões de euros
Francis Coquelin
Mikael Silvestre
Gilles Sunu
Marouane Chamakh
Laurent Koscielny – 12milhões de euros
Olivier Giroud – 12 milhões de euros
Yaya Sanogo
Mathieu Debuchy – 15 milhões de euros
Ismael Bennacer
Jeff Reine-Adelaide
Alexander Lacazette – 53 milhões de euros