Grande Futebol
“Sou adepto do Manchester United há 40 anos e sinto-me enojado”
Redação
2021-04-19 12:20:00
Gary Neville lembra origens do seu clube de coração e espera combate duro à Superliga

O histórico futebolista Gary Neville, internacional inglês e antigo futebolista do Manchester United, manifestou-se “enojado” com a participação do seu clube no projeto que prevê a criação de uma Superliga Europeia, que juntará alguns dos clubes mais ricos, entre os quais o United e Liverpool. 

“Sou adepto do Manchester United há 40 anos e sinto-me enojado. Absolutamente anojado. Sinto-me indignado com o Manchester United e com o Liverpool, principalmente”, afirmou o antigo futebolista, agora comentador da Sky Sports. 

Gary Neville lembra as origens do seu clube de coração. E critica ainda o Liverpool, que tem, igualmente, como quase todos os emblemas, origens no povo 

O Liverpool., com o ‘You’ll Never Walk Alone’, é o suposto clube do povo, dos adeptos. O Manchester United nasceu há 100 anos, por iniciativa desses trabalhadores industriais da região. E agora fogem para uma liga onde não há competição, onde nem sequer podem ser despromovidos? É uma absoluta desgraça”, considerou ainda o ex-internacional britânico. 

Num comentário à Sky Sports, Neville espera que se retalie e que se impeça esta liga dos ricos. “Sinceramente, temos de combater o poder aos grandes clubes, incluindo o meu”, considerou. 

Veja as imagens dessa declaração:

A criação de uma Superliga europeia de futebol foi anunciada ontem, em comunicado, por 12 dos principais clubes de Espanha, Inglaterra e Itália, que pretendem desenvolver uma competição de elite, concorrente da Liga dos Campeões, em oposição à UEFA. 

AC Milan, Arsenal, Atlético Madrid, Chelsea, FC Barcelona, Inter de Milão, Juventus, Liverpool, Manchester City, Manchester United, Real Madrid e Tottenham, “uniram-se na qualidade de clubes fundadores” da Superliga, indica o comunicado. 

Os promotores da Superliga adiantam que a prova será disputada por 20 clubes, pois, aos 15 fundadores – apesar de terem sido anunciados apenas 12 –, juntar-se-ão mais cinco clubes, qualificados anualmente, com base no desempenho da época anterior. 

A iniciativa tem merecido repúdio de diversas personalidades e, sobretudo, entidades, desde a FIFA e a UEFA, passando pela Comissão Europeia.  

“Os desportos e as competições devem ser organizadas de uma maneira que seja aberta a participantes, a clubes participantes, e que garanta a solidariedade dos níveis de topo aos mais baixos, para que todos tenham a oportunidade de participar”, disse o porta-voz da Comissão Europeia, Eric Mamer.