Grande Futebol
Seleção feminina falha apuramento direto para o Euro2022 apesar de bater Escócia
Redação
2021-02-23 17:25:00
Portugal vai ter de disputar os play-off de acesso à fase final do Europeu de 2022

A seleção portuguesa feminina de futebol juntou hoje eficácia à consistência defensiva para voltar a vencer a Escócia (2-0) e ganhar moral para os play-off de apuramento para o Europeu de 2022.

Em Larnaca, casa emprestada das escocesas, Ana Capeta, aos 27 minutos, e a suplente Fátima Pinto, aos 90+2, marcaram praticamente nos únicos remates da seleção lusa, que não logrou o milagre de vencer por oito golos de diferença, o mínimo para ainda sonhar com o apuramento direto.

Os 19 pontos não chegaram para Portugal acabar como um dos três melhores segundos, culpa da diferença de golos (10-2), num agrupamento em que Portugal só sofreu face à Finlândia, aos 90 minutos em Famalicão (1-1) e aos 90+3 em Helsínquia (0-1).

A felicidade e eficácia que faltou nos jogos com as nórdicas esteve hoje presente no Chipre, onde a formação das ‘quinas’ passou o jogo quase toda a defender, mas fê-lo quase sempre bem, raramente deixando em apuros a guarda-redes Patrícia Morais.

A número 12 lusa teve duas boas intervenções, ambas na primeira parte (15 e 17 minutos), mas mostrou sempre atenção, num embate em que as escocesas ganharam 14 cantos, contra dois de Portugal, e fizeram 17 remates, contra quatro. A eficácia decidiu.

Em relação ao desaire de sexta-feira na Finlândia, Francisco Neto fez quatro alterações no ‘onze’, fazendo entrar Fátima Pinto, Vanessa Marques, Jéssica Silva e Ana Capeta para os lugares de Mónica Mendes, Fátima Pinto, Cláudia Neto e Diana Silva.

Desta forma, Portugal entrou com Patrícia Morais na baliza, uma defesa com Ana Borges, Sílvia Rebelo, Carole Costa e Joana Marchão, um meio-campo com Dolores Silva, Fátima Pinto, Vanessa Marques e Andreia Norton, no apoio a Jéssica Silva e Ana Capeta.

A formação escocesa, orientada pelo interino Stuart Mclaren, entrou melhor, mais ofensiva, e criou as duas primeiras oportunidades, por Thomas (15 minutos) e Cuthbert (17), valendo a Portugal a resposta à altura de Patrícia Morais.

Aos 27 minutos, contra a corrente do jogo, foi, porém, Portugal a adiantar-se no marcador: Ana Capeta pressionou Corsie, que atrasou para a guarda-redes Fife, esta dominou mal a bola e, quando tentou aliviar, fê-lo contra a avançada lusa, e golo.

Na parte final da primeira parte, a Escócia já não foi tão contundente, mas, ainda assim, construiu mais uma boa ocasião para faturar, já nos descontos, aos 45+1 minutos, com Thomas a desviar para fora um centro da esquerda de Emslie.

A segunda parte foi um ‘monólogo’, com a Escócia sempre a atacar e Portugal sempre a defender, mas sem falhas, não permitindo às britânicas mais do que ‘quase’ oportunidades.

A formação lusa defendeu, defendeu, defendeu e, aos 90+2 minutos, fez um contra-ataque, com Andreia Pinto a centrar da direita, Beattie a cortar como pôde, pressionada por Diana Silva, e Fátima Pinto a ‘fuzilar’ de pé direito. Ponto final.