O novo timoneiro da “albiceleste” mostra crença na qualificação para o Mundial 2018 e pretende reerguer a seleção
Um sonho há muito desejado. É assim que Jorge Sampaoli resume o facto de ser o novo selecionador da Argentina. “Estou a cumprir um sonho que desejava há muito tempo”, revelou o treinador, esta quinta-feira, na conferência de imprensa de apresentação. O antigo técnico do Sevilha FC aludiu ainda às dificuldades que a direção do clube andaluz impôs na sua saída. “Sempre quis ter este cargo e parecia sempre muito distante. Houve situações que obrigaram a esperar e agradeço a paciência do presidente.”
Segundo referiu o presidente da Federação argentina, Claudio Tapia, o contrato com Sampaoli é válido por cinco épocas. Numa fase nada positiva na turma “albiceleste”, o novo timoneiro apontou ao reerguer da seleção. “Temos que construir uma equipa que respeite a história do futebol argentino. Vamos defender algo que nos transcende. O futebol sente-se e vive-se, não se estuda. Parto daí e sonho ter um grupo forte”, reiterou.
No quinto lugar da fase de qualificação sul-americana para o Mundial 2018, com 22 pontos, e o apuramento ainda em aberto, quando faltam disputar quatro jornadas, Sampaoli mostra crença na presença da seleção argentina na competição. “Sabemos que há recursos para que a Argentina esteja no Mundial. Esta seleção não é um grupo de jogadores, mas de 40 milhões de argentinos. Complicado era não pôr a jogar bem quem joga bem. Primeiro é preciso criar uma identidade”, salientou Sampaoli, referindo ainda a principal vedeta argentina, ao afirmar que pretende que Lionel Messi “se sinta feliz por estar na seleção”.