Em 2014 Stephen Hawking explicou como Inglaterra podia ter sucesso no Brasil. Não foi ouvido e Inglaterra saiu humilhada
Stephen Hawking, uma das mentes mais brilhantes do Mundo contemporâneo e considerado um dos físicos mais importantes desde Albert Einstein faleceu hoje aos 76 anos depois de vários anos a lutar contra a esclerose lateral amiotrófica. O Mundo foi abandonado por uma das mentes mais brilhantes e da ciência às artes, política e economia, dificilmente alguma área passou ao lado do conhecimento do cientista inglês. Nem o desporto. Ou o futebol em particular. Como em 2014, por exemplo, quando Stephen Hawking desenhou a fórmula que aumentava substancialmente as hipóteses de Inglaterra vencer o campeonato do Mundo disputado no Brasil. Os ingleses não lhe fizeram caso e Inglaterra saiu da competição sem apelo nem agravo.
Três jogos, zero vitórias, apenas um empate. A prestação de Inglaterra no Mundial 2014 foi um desastre. A equipa inglesa não foi além do último lugar no grupo D e, no máximo, a equipa britânica conseguiu um empate a zero com a Costa Rica, vencedora do grupo. No Brasil, Inglaterra voltou a desiludir, mas tudo podia ter sido bem diferente caso a seleção de Roy Hodgson tivesse ouvido o Professor Hawking. É que, semanas antes, Stephen Hawking, havia desenhado a fórmula para o sucesso de Inglaterra na competição e com o bónus de ter explicado como bater a grande penalidade perfeita, algo que muita falta fez aos ingleses em torneios anteriores.
O que poderia ter feito a Inglaterra de Roy Hodgson para ser mais bem-sucedido no Brasil, então? De uma forma muito simples, Hawking descobriu que Inglaterra jogar de vermelho e em 4-3-3 era meio caminho andado para um bom resultado. Ora… o que fez Inglaterra? Jogou de branco contra a Itália, perdeu 2-1. Jogou de branco contra o Uruguai, perdeu… 2-1. Jogou de branco contra a Costa Rica e lá resgatou um empate a zero. Não jogou vez alguma de vermelho e a verdade é que não venceu qualquer jogo. Tudo isto, jogando em 4-2-3-1 e não em 4-3-3 como Stephen Hawking havia “pedido” a Roy Hodgson. Coincidência? Se calhar não.
Entre os mistérios do cosmos e a incapacidade inglesa nas grandes competições de seleções, é difícil identificar qual dos dois assuntos é mais complicado de explicar. Stephen Hawking tentou-o. O cientista inglês meteu mãos à obra e em 2014 analisou ao pormenor todas as razões que possam ter levado ao constante falhanço inglês nas grandes competições de seleções. Chegou à conclusão, também, que Inglaterra sempre foi mais bem-sucedida em ambientes de clima temperado e que apenas 5ºC podiam ser a diferença entre ser bem-sucedido e ter menos 59% de hipóteses de ganhar um jogo de futebol. Hawking descobriu ainda que Inglaterra dobrava a sua hipótese de vencer quando jogava em cidades e relvados cuja altitude não chegava aos 500m acima do nível médio do mar.
O que se passou no Brasil? Inglaterra jogou frente a Itália na Arena Amazónia em Manaus a cerca de 100m de altitude, é certo, mas debaixo de um clima tropical, com 30ºC e uma humidade de 61%. Já contra o Uruguai, o jogo disputou-se em São Paulo no Arena Corinthians debaixo de 77% de humidade, 12ºC de temperatura e a… 760m de altitude. Por fim, o jogo frente à Costa Rica disputou-se em Belo Horizonte a 852m de altitude, com 24ºC de temperatura e debaixo de 44% de humidade. Ou seja, nunca Inglaterra jogou debaixo das circunstâncias ideais que Stephen Hawking concluiu.
Como será na Rússia? Prepara as camisolas vermelhas, Gareth, que os cientistas dizem que o vermelho aumenta a confiança e perfila-se mais agressivo para o adversário (Bill Shakly sabia-o e foi também por isso que o Liverpool FC passou a jogar todo de vermelho, mas essa é toda uma outra história). Além de tudo isto, Hawking afirmou ainda que as hipóteses de vencer de Inglaterra subiam um terço se os jogos fossem disputados às três horas da tarde, horário local. Ora… contra Itália o jogo começou às 18h00, contra o Uruguai às 16h00 e contra a Costa Rica às 13h00. Pobre Inglaterra.
Certo também foi que Hawking previu que as viagens longas protagonizadas pela equipa inglesa reduziam até 22% a capacidade da equipa de Roy Hodgson ser bem-sucedida. Onde Hawking ficou mais longe nos seus cálculos foi em relação aos árbitros da partida. Disse o professor que Inglaterra ficava mais perto de um bom resultado se o juiz do encontro fosse europeu. Aconteceu nas derrotas frente a Itália e Uruguai e curiosamente o único ponto conseguido por Inglaterra no Mundial 2014 aconteceu sob arbitragem de um argelino. “Árbitros europeus entendem melhor o jogo inglês e são menos compreensivos para com bailarinas como Luís Suárez”, afirmou na altura o cientista inglês.
Mas há mais. Até se fosse preciso Inglaterra ir a desempates por grandes penalidades no Brasil, um verdadeiro tormento para a equipa britânica ao longo dos anos, até para isso, Stephen Hawking tinha receita. “A velocidade é chave. Os jogadores têm de fazer, no mínimo, uma corrida de três passos na marcação da grande penalidade. Mas a velocidade é zero sem uma boa colocação. Se ao menos eu tivesse dito isto ao Chris Waddle antes de enviar a bola para o espaço em 1990…”, brincou ainda Hawking. Importante era que os jogadores ingleses dessem então três ou mais passos na corrida de preparação para o remate e que esse mesmo remate fosse colocado nos ângulos superiores. Esquerdo ou direito, isso era à escolha. Mas colocar a bola nessas zonas significaria uma chance de 84% do remate terminar em golo. Mais do que isso, deviam ser os jogadores de cabelo mais claro a bater essas grandes penalidades. Simples.
Stephen Hawking faleceu hoje aos 76 anos. O antigo remador da Universidade de Oxford nunca foi conhecido por ser um adepto fervoroso de futebol, mas em 2014 deu a receita para o sucesso inglês no Campeonato do Mundo disputado no Brasil. Roy Hodgson não o ouviu e Inglaterra saiu de cena na fase de grupos da competição pela primeira vez desde 1958. Agora é contigo, Gareth.
