Grande Futebol
Presidentes de Fiorentina e Torino não acreditam em regresso da ‘Serie A’
2020-03-30 17:50:00
Os clubes já dão a temporada "como perdida"

Os presidentes dos clubes de futebol italianos Fiorentina e Torino disseram hoje não acreditar no regresso desta temporada da Liga italiana, em suspenso devido à pandemia de covid-19.

"Para mim, a 'Serie A' já acabou. Em Wuhan, começaram com medidas de prevenção em 25 de janeiro e pensam parar em 08 de abril, ou seja, dois meses e meio depois. Aqui, com dois meses de interrupção, voltaríamos no final de maio, se tudo correr bem", explicou Urbano Cairo, líder do emblema de Turim, à rádio RAI.

Este dirigente não acredita que seja possível terminar a prova, "lá para agosto", sem "arruinar também a próxima temporada", que pelas suas contas arrancaria em novembro, e defendeu que o título não deve ser entregue a ninguém.

Também Rocco Comisso, da Fiorentina, assumiu a "grande probabilidade" de que a época se dê como perdida, tendo ainda revelado que escreveu a todos os trabalhadores a pedir "que se pense primeiro na saúde e depois no futebol".

No plantel dos 'viola' há três casos positivos: o argentino Germán Pezzella, o croata Dusan Vlahovic e o italiano Patrick Cutrone, todos eles de boa saúde e a dias de novo teste, para saberem se estão já recuperados, explicou aquele emblema.

O ministro do Desporto de Itália, Vincenzo Spadafora, garantiu no domingo que os clubes continuarão proibidos de treinar nas suas instalações até ao final de abril e que será inviável retomar as competições desportivas em 03 de maio, uma pretensão da 'Serie A'.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil. Dos casos de infeção, pelo menos 142.300 são considerados curados.

O continente europeu, com mais de 396 mil infetados e perto de 25 mil mortos, é aquele onde se regista atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 10.779 mortos em 97.689 casos confirmados até domingo.