Selecionador nacional Sub-20 faz balanço positivo da participação no Mundial da categoria e elogia jogadores
Portugal caiu apenas nos penáltis no Mundial de Sub-20, frente ao Uruguaio, nos quartos-de-final da prova de está a decorrer na Coreia do Sul. Uma prestação que foi “positiva” para o selecionador nacional Emílio Peixe, embora considere que a equipa portuguesa poderia ter chegado mais longe.
“Creio que o balanço tem que ser positivo”, começou por dizer Peixe aos jornalistas, à chegada ao Aeroporto de Lisboa. “O desempenho de todo o grupo foi fantástico, os jogadores foram heróis. Para chegarmos aos penáltis com o Uruguai, tivemos que ser mais fortes na fase de qualificação e contra o anfitrião [Coreia do Sul]. Fomos sempre melhores que os adversários”, frisou.
O selecionador fala da sensação de injustiça sentida nesse jogo com os uruguaios. “Sentimos que naquele jogo com o Uruguai conseguimos neutralizar aquilo que era e é uma equipa candidata ao título, recheada de jogadores muito fortes do ponto de vista individual, alguns deles já vendidos para os melhores clubes da Europa. Fomos superiores, por isso penso que merecíamos outro resultado. Fica bem patente o sentimento de que saímos mais forte e mais valorizados. O futebol português pode ficar descansado que irá ter mais e melhores jogadores”, atirou Peixe.
“É um balanço muito positivo tendo em conta que esta geração passou os últimos seis anos da formação na seleção nacional, atingiu duas meias-finais e conseguiu promover dois jogadores à seleção principal. Temos jogadores com idade de sub-20 nos sub-21. É um trabalho que tem sido desenvolvido por toda a estrutura técnica nacional, não é pelo Emílio Peixe”, explicou.
Por fim, disse que os seus pupilos estão prontos para outros voos. “Os jogadores não nascem mais à frente, já nasceram há muito tempo. Alguns jogadores quando chegam a um patamar de sub-21 já contam com 60, 70 ou 80 internacionalizações. Não são jogadores que estão a chegar a um patamar profissional. São jogadores que se estão a desenvolver em contextos competitivos de grau de dificuldade elevada e estarão preparados caso o Rui Jorge ou Fernando Santos entender chamá-los. Qualidade não lhes falta”, sublinhou.