“As grandes estrelas nem sequer são a ponta do iceberg”, diz sérvio
Nos últimos tempos, vários têm sido os clubes que ou já avançaram ou pretendem avançar para quebras salariais nos valores inicialmente praticados em consequência do novo coronavírus e da paragem de grande parte das competições.
Neven Subotic, central sérvio que alinhou no Borussia Dortmund e uma das figuras da Bundesliga, onde joga agora ao serviço do Union Berlin, deixa uma questão aos clubes que procuram reduzir salários.
“Pedem aos jogadores para serem solidários nesta fase, ajudar os que estão nos escalões secundários, mas e os clubes?”, questionou Subotic, em declarações à revista ‘Kicker’.
O sérvio salienta ainda que, em seu entender, nos clubes o “nível de solidariedade já é bastante baixo”.
“Não estou a ver nenhum deles a olhar para baixo e dar uma ajuda. Só olham para cima e esperam eles ser ajudados”, referiu o central, de 31 anos, que se mostra preocupado com os escalões amadores, onde “existem muitos jogadores que estão completamente dependentes dos salários que auferem”.
“Se vamos começar a cortar nos deles, vai ser muito complicado”, alertou Subotic.
Numa altura em que, por exemplo, os jogadores do Barcelona aceitaram uma redução salarial de 70 por cento, face à crise motivada pela pandemia da Covid-19, o internacional sérvio, destaca que “as grandes estrelas nem sequer são a ponta do iceberg”.
“São a ponta da ponta do iceberg. No entanto, todo o restante do iceberg, que não vemos, também deve ser levado em consideração”, avisou Subotic.