Grande Futebol
Onze casos de jogadores que se lesionaram durante grandes competições [1/11]
2017-06-22 08:00:00
De Pelé a Neymar, passando por Buffon, vários foram os jogadores com lesões a afastá-los de jogos decisivos nas seleções

As lesões nunca têm momento certo para ocorrer na carreira de um jogador, porém há momentos em que constituem um autêntico revés a curto prazo, não apenas para o atleta, como também para os destinos da seleção que representa. São vários os casos de jogadores que se lesionam no decorrer de uma grande competição internacional e que não mais voltam a jogar nessa prova, debilitando assim o conjunto pelo qual atuam de uma das melhores opções.

Veja-se o caso de Raphael Guerreiro, que poderá estar a contas com uma fratura na perna, segundo suspeita a comitiva da Seleção Nacional e, caso se confirme o pior, o lateral poderá desfalcar a equipa das quinas para o que resta da Taça das Confederações, sendo que vinha a ser titular no corredor esquerdo da defesa do conjunto comandado por Fernando Santos, tanto na competição, como na fase de qualificação para o Mundial 2018.

Ora, tal como Raphael Guerreiro, muitos outros jogadores viram as prestações numa grande competição ficarem curtas devido a lesões, em alguns casos até principais figuras de seleções de renome mundial. O Bancada recorda aqui onze casos de jogadores que se lesionaram com certa gravidade durante provas internacionais de seleções.

Pelé e as lesões nos Mundiais 1962 e 1966: duas histórias bem distintas

Figura maior da seleção brasileira, quiçá do futebol mundial, Pelé teve no Mundial 1962 um dos principais obstáculos da carreira. Então em solo chileno, país anfitrião da prova, o Brasil viu-se privado da principal arma logo ao segundo duelo na competição. Pelé contraiu uma lesão muscular, mais precisamente um estiramento na virilha, depois de um remate, no encontro diante da Checoslováquia, que terminou empatado sem golos. O craque canarinho não jogou mais no Mundial, situação que constituiu uma autêntica contrariedade para o conjunto orientado por Aymore Moreira.

Ainda assim, a seleção brasileira conseguiu reerguer-se da perda da principal 'estrela' e conquistou o Mundial pela segunda vez consecutiva (venceu o Mundial 1958, disputado na Suécia, ao derrotar a seleção anfitriã na final, por 5-2). Curiosamente, a partida decisiva teve lugar diante do adversário contra o qual Pelé tinha contraído a lesão que o afastou de toda a prova, a Checoslováquia. A turma canarinha venceu por 3-1 na final e o "rei do futebol" festejou, mesmo sem jogar. Na caminhada para o triunfo em 1962, Amarildo teve papel de destaque. Então com lugar entre o lote de suplentes, Amarildo foi o escolhido para ocupar a vaga deixada por Pelé e respondeu de forma certeira, com exibições de registo e com um bis na vitória (2-1) frente à Espanha, que permitiu a passagem aos quartos de final da competição.

Em 1966, no Mundial, Pelé voltou a ser alvo de lesão em momento decisivo, desta feita face a Portugal, com um desfecho bem distinto do que havia acontecido quatro anos antes. A Seleção Nacional e a turma brasileira mediram forças na última jornada da fase de grupos da competição. O conjunto canarinho tinha que vencer por dois golos de diferença de forma a passar à fase seguinte, mas o destino assim não o quis. Após dois lances violentos com o defesa português Morais, Pelé teve que deixar as quatro linhas, devido a uma lesão no joelho direito. O Brasil viu-se, então, novamente privado da principal arma ofensiva e saiu derrotado do duelo com Portugal (1-3, com Eusébio a bisar no encontro), resultado que teve como consequência a primeira eliminação do Brasil na fase de grupos de Mundiais.