O alargamento do Campeonato do Mundo para 48 seleções prometia incluir todas as grandes figuras do futebol moderno, mas o terreno de jogo ditou o contrário.
Como tal, vários dos melhores jogadores do momento ficaram pelo caminho nos recentes playoffs e eliminatórias de acesso à mais importante prova da FIFA.
Destacamos um 11 de craques ausentes do Mundial, com base num sistema 4x3x3. Afinal, é este o modelo favorito das seleções que carregam o maior favoritismo, por ser um sistema que potencia os extremos criativos e a capacidade física dos médios modernos, servindo de bitola para o futebol de alta intensidade praticado na Europa.
Guarda-redes
Gianluigi Donnarumma (Itália)
O capitão da Azzurra é o pilar defensivo do PSG e foi o herói do último Europeu conquistado pela Itália. Ver um dos melhores guarda-redes da atualidade falhar o terceiro Mundial seguido é um golpe duro para o prestígio da competição.
Defesa
Conor Bradley (Irlanda do Norte)
O jovem prodígio do Liverpool tornou-se o pulmão da sua seleção. A sua energia e capacidade de cruzamento são os principais argumentos ofensivos da Irlanda do Norte.
Edmond Tapsoba (Burkina Faso)
O central do Bayer Leverkusen, que despontou no futebol europeu com a camisola do Vitória, é um dos defesas mais velozes e tecnicistas do mundo. É o líder silencioso da sua seleção e a sua qualidade na saída de bola fará falta para elevar o nível defensivo da prova.
Milan Skriniar (Eslováquia)
O capitão eslovaco e central do PSG garante experiência e uma presença física imponente. É a voz de comando da sua equipa, tornando-se uma perda significativa para quem aprecia a arte de bem defender.
Oleksandr Zinchenko (Ucrânia)
Mais do que um lateral, é o cérebro da seleção ucraniana. A sua inteligência tática no Arsenal transporta-se para a seleção, onde assume a organização de todo o jogo ofensivo.
Médios
Nicolò Barella (Itália)
É o motor do Inter de Milão e o médio mais completo do futebol italiano. A sua intensidade e capacidade de chegar à área adversária definem o ritmo de jogo da Azzurra, sem dúvida uma das maiores ausências da competição.
Dominik Szoboszlai (Hungria)
O capitão húngaro é a estrela do Liverpool e o único capaz de decidir jogos através de bolas paradas ou remates de longa distância. Sem ele, o Mundial perde um dos batedores mais perigosos.
Sergej Milinković-Savić (Sérvia)
O ‘sargento’ combina uma envergadura física rara com uma técnica apurada. É o equilíbrio da Sérvia e um dos médios com maior capacidade de finalização no futebol internacional.
Avançados
Khvicha Kvaratskhelia (Geórgia)
Conhecido como Kvaradona, é um dos jogadores mais entusiasmantes de ver em situações de um contra um. O extremo do Nápoles era a grande esperança de magia e drible.
Rasmus Højlund (Dinamarca)
A jovem referência do Manchester United é o novo rosto do ataque dinamarquês. O seu poder de choque e instinto de área seriam fundamentais para medir a evolução da nova geração de pontas-de-lança europeus.
Robert Lewandowski (Polónia)
O goleador do Barcelona é uma lenda viva do futebol mundial. Sendo um dos melhores marcadores de sempre, o Mundial fica mais pobre sem o instinto finalizador de um jogador que marcou uma era.
O Mundial 2026 terá mais equipas, mas o desfecho das eliminatórias de qualificação prova que o talento individual nem sempre basta para garantir a presença na maior competição do futebol internacional.
Afinal, é uma história que se repete a cada quatro anos. Basta lembrar que estrelas como Ryan Giggs, Eric Cantona, Aubameyang, Berbatov e até Mkhitaryan e Jan Oblak nunca jogaram um Campeonato do Mundo.
