Grande Futebol
"Foi bom Benfica e FC Porto não o quererem. Hoje poderia ser apenas mais um"
Redação
2020-11-12 19:25:00
Pai de Diogo Jota orgulho pelo filho ter mostrado “que não é preciso passar por um grande para ter sucesso”

Diogo Jota é por estes dias num dos nomes em destaque no futebol europeu e mundial. Depois da formação no Gondomar e no Paços de Ferreira, o extremo teve uma experiência menos positiva no Atlético Madrid, que o emprestou ao FC Porto, antes da cedência ao Wolverhampton. 

Em Inglaterra, o internacional português começou por ajudar a equipa de Nuno Espírito Santo a alcançar a subida à Premier League, até se fixar entre a ‘alta roda’ dos atletas que lhe valeu, este verão, uma transferência para o Liverpool. 

A aventura em Anfield não podia ter começado da melhor maneira, com Diogo Jota a apresentar-se com golos e exibições de alto nível, ao ponto de Jurgen Klopp, treinador dos ‘reds’, se mostrar surpreendido pelo impacto instantâneo do português

De resto, esta capacidade de desequilibrar é um traço que o jogador sempre teve, desde os escalões de formação, então no Gondomar e, mais tarde, em Paços de Ferreira. 

“Ele tinha 11 anos quando o conheci e treinei-o depois nos sub-17 e sub-19. Foi sempre muito maduro e desequilibrava com facilidade. Se um jogo estivesse complicado ele ligava o ‘descomplicómetro’ e fazia a diferença. O Paços de Ferreira entrou em cena mas sempre achei estranho o facto de ele nunca ter chamado a atenção dos grandes”, conta Rúben Carvalho, hoje treinador da equipa B do Gondomar. 

A verdade é que Diogo Jota não passou ‘despercebido’ aos grandes. De acordo com uma reportagem da revista Sábado, aqui citada pelo jornal Record, tanto o Benfica como o FC Porto estavam atentos ao jovem jogador. No entanto, Diogo Jota nunca se conseguiu fixar entre as camadas jovens dos dois ‘grandes’, algo que deixa Joaquim, pai de Jota, ainda mais orgulhoso pelo seu percurso. 

“O Diogo fez captações no Benfica e no FC Porto. Fui com ele ao Seixal e não ficou. Depois esteve no FC Porto mas também não o quiseram. Até foi bom porque hoje em dia poderia ser apenas mais um e assim mostrou que não é preciso passar por um grande para ter sucesso”, refere. 

Em poucas semanas com a camisola do Liverpool, Diogo Jota leva já sete golos marcados e exibições de ‘mão cheia’, ao ponto de até Jurgen Klopp se mostrar surpreendido.