Rochemback já passou por este ‘desconhecido’ clube, fundado em 2009. José Fonte e Ferreira-Carrasco podem ir lá parar.
Pensava que o investimento chinês no futebol já tinha terminado? Pois bem, caso fosse essa a ideia que tinha, enganou-se redondamente. O caso mais recente de um clube que está em vias de perder a cabeça e esbanjar dinheiro em jogadores da Europa do futebol é o Dalian Yifang, emblema que acabou de subir à elite chinesa, ou seja, ao principal escalão. O português José Fonte foi, esta quinta-feira, apontado como reforço da equipa proveniente da cidade de Dalian. Yannick Ferreira-Carrasco, do Atlético Madrid foi igualmente falado como potencial reforço do clube, numa transferência que poderá vir a envolver 60 milhões de euros.
Este ‘desconhecido’ clube tem ainda poucos anos de vida, tendo sido criado em setembro de 2009 pelo Dalian Aerbin Group Co. Ltd, empresa ligada à engenharia que nomeou o clube como Dalian Aerbin. Como mera explicação, o nome Aerbin provém da língua manchu e significa “sítio com água” e é também a nomenclatura de uma pequena cidade. Bastaram duas épocas, municiadas de duas subidas de divisão, no terceiro e segundo escalão, para o clube chegar à Super Liga Chinesa, baseado nas aquisições de três jogadores com experiência de elite.
A contratação mais mediática do Dalian foi, até agora, a de Seydou Keita, internacional maliano que trocou o FC Barcelona pelo emblema asiático em 2012, numa transferência a custo zero. Com passagens por Olympique Marselha, FC Lorient, RC Lens, Sevilha FC, Barcelona e, posteriormente à passagem pela China, Valência CF, AS Roma e El Jaish SC, Keita foi um médio de renome internacional, com uma carreira que passou despercebida aos olhos de poucos adeptos do desporto rei. Fábio Rochemback, conhecido dos portugueses e dos adeptos do Sporting, também representou o clube asiático, em 2012 e 2013.
Em novembro de 2012, começou a queda financeira do Aerbin Group, com a aquisição do Dalian Shide FC. O grupo empresarial assumiu a dívida de 330 milhões que o clube tinha, mas um caso de manipulação de resultados fez com que a junção de ambas as equipas não ficasse concluída, o que causou vários problemas financeiros ao Aerbin Group. Os salários começaram a ficar por pagar, assim como a manutenção do estádio. No final de 2014, o Dalian Aerbin foi relegado para o segundo escalão chinês.
A queda da elite levou o clube a vender algumas das principais jóias, mas nem assim foi possível abater os problemas financeiros que se fizeram sentir. Assim sendo, em julho de 2015, o Dalian Yifang Group Co. Ltd comprou a maioria das ações do clube, com os rumores a darem conta de que Wang Jianlin e o seu grupo Wanda estão por detrás da aquisição. O clube alterou, dessa forma, o nome para Dalian Yifang e conseguiu, na época passada, a subida e regresso à elite do futebol da China. De recordar que o grupo Wanda adquiriu, recentemente, 20 por cento do Atlético Madrid, dando nome ao novo estádio do clube colchonero, o Wanda Metropolitano. Por falar em Atlético Madrid, Ferreira-Carrasco, tal como referido acima, tem vindo a ser apontado ao Dalian Yifang. Segundo o As, o internacional belga poderá estar na iminência de trocar a capital espanhola pela China a troco de 60 milhões de euros. “Parece que ele está a negociar”, revelou Enrique Cerezo, presidente do Atleti, declarações reproduzidas pela agência AFP. Nesta quinta-feira, o nome que se fala é o de José Fonte. O defesa português vai rumar à Ásia já na próxima segunda-feira, avançou o Daily Record. Estamos, assim, perante a mais recente ameaça do futebol chinês à Europa.