Seleção Nacional falhou acesso à final da Taça das Confederações após partida equilibrada e sem golos em 120 minutos
Foi uma Seleção portuguesa demasiado calculista, sobretudo com o aproximar do final dos 90 minutos e à medida que o prolongamento foi avançando, que esta quarta-feira saiu derrotada pelo Chile nas meias-finais da Taça das Confederações no desempate por penáltis. Após 120 minutos sem qualquer golo, os jogadores portugueses também não conseguiram ter pontaria na marca dos onze metros, com o chileno Claudio Bravo a ser o herói, ao defender três penáltis e colocando os campeões sul-americanos na final da prova.
O início da partida até prometia um jogo emotivo e aberto, com ambas as seleções a disporem de uma boa oportunidade para marcar. Patrício esteve bem ao negar o golo a Vargas e na jogada seguinte foi André Silva a não conseguir ultrapassar Bravo. Depois da “desgarrada” dos dez minutos iniciais, apesar do equilíbrio de oportunidades e de posse de bola, até foi Portugal a assumir o domínio do encontro, levando o perigo várias vezes à baliza contrária, mas sem mostrar a eficácia necessária.
A verticalidade que Ronaldo dava ao ataque português, surgindo com mais perigo sobre o lado esquerdo, aliada ao ritmo intenso colocado por Adrien na recuperação e na transição a meio-campo, assim como a imprevisibilidade imposta por Bernardo Silva no lado direito, embalaram Portugal para uma exibição positiva na primeira meia hora de jogo. A partir daí, o Chile equilibrou, tendo mais bola, mesmo sem conseguir levar perigo maior à baliza de Patrício. Foi nesta toada que chegou o intervalo e a segunda parte pouco trouxe de melhor.
Nos segundos 45 minutos o ritmo do encontro foi baixando e Portugal pareceu “adormecer”. As jogadas de verdadeiro perigo escassearam em ambas as balizas, com Fernando Santos a ver-se obrigado a mexer para espevitar a equipa. Contudo, nem Nani, primeiro, nem Quaresma, depois, que entraram para os lugares de André Silva e Bernardo, respetivamente, conseguiram agitar as águas na frente de ataque portuguesa, deixando Ronaldo sem o apoio adequado.
À medida que o jogo avançou, Portugal e Chile pareciam acomodados ao nulo e à espera de fazer história. Essa aconteceria já no prolongamento, e depois de Fernando Santos ter tirado Adrien para colocar Moutinho, com Gelson a tornar-se no primeiro jogador a ser lançado numa quarta substituição, entrando para o lugar de André Gomes – aguentou 116 minutos em campo, o que demonstra bem o calculismo e o pouco risco adotado pelo selecionador nacional com o desenrolar do encontro.
O jogo parecia arrastar-se para os penáltis, depois de um prolongamento de fraca qualidade, mas com o Chile a crescer já na parte final, não valendo sequer a Portugal o dia de descanso extra desde a fase de grupos. A dupla bola atirada ao poste, aos 118 minutos, primeiro por Vidal e depois por Martin Rodríguez, era o aviso do castigo à inoperância lusa que chegaria depois. De pouco valeu à Seleção Nacional ficar satisfeita com o equilíbrio instalado no decorrer do encontro, que terminou com 15 remates para cada lado. Quaresma, Moutinho e Nani falharam na marca dos onze metros. Vidal, Aránguiz e Alexis Sanchez mostraram eficácia e colocaram o Chile na final da prova.