Grande Futebol
Beitar Jerusalém vai ter Trump no nome do clube
2018-05-14 12:30:00
O presidente dos Estados Unidos da América vai ficar imortalizado na história do emblema israelita

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos da América (EUA), vai ter o nome imortalizado no Beitar Jerusalém. Isto porque o clube do campeonato de Israel vai passar a chamar-se Beitar Trump Jerusalém em honra ao líder norte-americano pelo seu apoio dado a Israel e pelo reconhecimento de Jerusalém como a capital do país contra a vontade da Palestina e dos países muçulmanos.

"Durante 70 anos Jerusalém esteve à espera de reconhecimento internacional, até o Presidente Donald Trump, numa ação corajosa, reconhecer Jersualém na capital eterna de Israel. O Presidente Trump demonstrou coragem e amor verdadeiro pelo povo de Israel e a sua capital e, hoje, outros países estão a seguir o seu comando em dar a Jerusalém o seu estado legítimo. O Beitar Jerusalém, um dos mais distintos símbolos da cidade, tem o prazer de honrar o Presidente pelo seu amor e apoio com um gesto próprio. Os presidentes do clube, o dono Eli Tabib e o diretor executivo Eli Ohana, decidiram adicionar o nome do Presidente americano que fez história ao clube e, a partir de agora, vai ser chamado Beitar Trump Jerusalém", anunciou o emblema israelita nas redes sociais.

O 'timing' escolhido não é inocente: esta segunda-feira, 14 de maio, cumprem-se 70 anos desde que Israel se tornou independente e vai ser inaugurada a nova embaixada os EUA em Jerusalém. Ainda não é certo, contudo, que a mudança de nome seja permanente ou apenas uma medida comemorativa das relações entre a presidência de Donald Trump e Israel.

O Beitar Jerusalém, clube fundado em 1936, venceu seis Ligas Israelitas na sua história (a última foi em 2007/08), assim como sete Taças de Israel e duas Supertaças. No plantel da equipa principal está Claudemir, brasileiro que jogou no Nacional entre 2010/11 e 2013/14. A massa adepta do Beitar Jerusalém é tomada como uma das mais racistas no planeta, rejeitando jogadores árabes na equipa. É, até, o único clube da Liga Israelita que nunca teve um árabe no plantel. Em 2013, contudo, dois muçulmanos russos de origem chechena, Zaur Sadayev e Dzhabrail Kadiyev. A estadia foi curta e rapidamente saíra, dados os agressivos protestos dos adeptos, que chegaram a cuspir nos jogadores.

De momento, o Beitar Jerusalém ocupa a segunda posição da fase final da Liga Israelista, atrás do Hapoel Be'er Sheva e à frente de equipas como o Maccabi Tel Aviv ou o Hapoel Haifa. O Hapoel Haifa foi, precisamente, o clube que derrotou o Beitar Jerusalém na final da Taça de Israel por 3-1 após prolongamento. Nas fases de qualificação para a fase de grupos da Liga Europa, o Beitar Jersualém passou pelos húngaros do Vasas (7-3 no conjunto das duas mãos), mas foi depois eliminado pelos búlgaros do Botev Plovdiv (1-5 nos dois jogos). A equipa de Claudemir atravessa a pior fase da temporada, não vencendo há cinco encontros e somando quatro derrotas e um empate.