Apesar da decisão da UEFA, a federação belga garantiu que vai avançar com a construção de um novo estádio
A UEFA anunciou esta quinta-feira que retirou Bruxelas da lista de cidades que irão receber a organização do Euro’2020. A decisão deveu-se ao sucessivo atraso na construção do Eurostadium. Ainda assim, apesar de “respeitar a decisão” da UEFA, a federação belga garantiu que vai mesmo avançar com a construção de um novo estádio em Bruxelas.
“Até ao último momento, fizemos o máximo junto da UEFA de modo a conseguir um novo adiamento do prazo, mas respeitamos a sua decisão”, afirmou em comunicado a federação belga. Dessa forma, com a queda de Bruxelas, a UEFA vai passar mais quatro jogos para o Estádio de Wembley [na foto], em Londres, além das meias-finais e final. Já o jogo inaugural da competição, que estava inicialmente previsto para Bruxelas, passa para Roma, de acordo com o anunciado pelo organismo máximo do futebol europeu.
“Temos absoluta necessidade de um novo recinto de 45 mil lugares e esperamos que os ministros competentes nos deem a licença em janeiro, de modo a que um estádio digno do século XXI possa, finalmente, ser construído no nosso país”, defendeu o presidente da federação, Gérard Linard, sobre o complexo processo que tem envolvido a construção do estádio.
A licença para a construção do Eurostadium ainda não foi concedida e a futura construção, outorgada em 2014 ao grupo BTP Ghelamco, foi sucessivamente prejudicada por inúmeros obstáculos administrativos e recursos na justiça, devido a uma disputa entre francófonos e flamengos. O terreno escolhido para o recinto pertence à cidade de Bruxelas, mas está situado em território flamengo, na comuna limítrofe de Grimbergen. É aquela região flamenga que, em última instância, tem de autorizar a construção, e ainda tem dois meses para fazê-lo.