A iniciativa foi anunciada pelo clube londrino para combater o anti-semitismo
De forma a combater atitudes racistas dos próprios adeptos, o Chelsea pretende organizar viagens ao campo de concentração de Auschwitz, na Polónia, local onde a Alemanha Nazi assassinou mais de um milhão de prisioneiros judeus. O objetivo é sensibilizar os apoiantes ‘blues’ e dar-lhes uma segunda oportunidade em vez de os banir de Stamford Bridge.
É mesmo Roman Abramovich, dono do Chelsea, quem está a liderar esta ideia. O milionário russo, que é judeu, quer combater o anti-semitismo presente nos adeptos do clube ao organizar estas viagens a Auschwitz, onde vão ser educados sobre o que se lá passava durante a Segunda Guerra Mundial.
“Se nos limitarmos a banir as pessoas, elas nunca vão alterar o seu comportamento. Esta política dá-lhes a chance de perceberem o que fizeram para quererem portar-se melhor. No passado, tirávamos os adeptos do público e ficavam banidos até três anos. Agora dizemos: «Fizeste alguma coisa errada. Tens duas opções: podemos banir-te ou podes perceber o que fizeste mal»”, disse Bruce Buck, presidente do Chelsea, citado pelo ‘The Sun’.
EXCLUSIVE: Chelsea stop bans on racist fans to start sending them on visits to experience the horrors of Auschwitz | @MartinLipton https://t.co/r4IzAYqbNz pic.twitter.com/StSAULEglY
— The Sun Football ⚽ (@TheSunFootball) 10 de outubro de 2018
“É difícil agir quando um grupo de 50 a 100 pessoas está a cantar. É virtualmente impossível tratar disso ou tirá-los do estádio. Mas se tivermos indivíduos que podemos identificar, podemos atuar”, acrescentou.
Em setembro de 2017, o Chelsea criticou alguns dos próprios adeptos por terem entoado cânticos anti-semitas contra o Tottenham, rival de Londres com uma considerável base judia de apoiantes. Já este ano, uma delegação oficial do clube este presente na Marcha dos Vivos, evento que acontece em Auschwitz todos os anos, e cerca de 150 adeptos e funcionários do clube também se deslocaram ao antigo campo de concentração na Polónia.
Esta não é a primeira vez que um clube de futebol demonstra a intenção de organizar viagens a Auschwitz na sequência de comportamentos racistas dos próprios adeptos. Em 2017, a Lazio anunciou que pretendia enviar 200 adeptos por ano à Polónia depois de uma imagem de Anne Frank com a camisola da AS Roma, rival dos ‘laziale’, de forma provocatória.