Avançado diz-se aliviado por conseguir abordar o caso e critica a forma como os familiares agiram por causa de dinheiro
Adebayor veio a público admitir que pensou no suicídio, falando num período de depressão. Tudo por culpa da pressão familiar, que exigia constantemente dinheiro ao avançado togolês, que brilhou ao serviço de Arsenal, Manchester City e Tottenham e que atualmente representa os turcos do Basaksehir.
“Senti vontade de me matar muitas vezes e mantive sempre isso em segredo anos a fio. Sinto-me mal por as coisas terem chegado a este ponto, mas fico aliviado por falar sobre isto. Mudei de número de telefone várias vezes de forma a que a minha família não me pudesse contactar. Eles telefonavam-me não para saber como é que eu estava, mas, sim, para exigir dinheiro”, referiu Adebayor à revista francesa “So Foot”.
O internacional togolês deu um exemplo concreto: “Quando me lesionei ao serviço do Tottenham, telefonaram-me, quando estava a fazer um exame, para saberem se eu podia pagar a escola dos filhos. Ao menos que me perguntassem primeiro como estava a minha saúde”.
“A minha carreira de futebolista chegará ao fim dentro de três ou quatro anos, mas o meu nome de família continuará comigo para sempre – bem como todas as pessoas. Tudo se torna difícil de suportar quando estás a trabalhar no duro de forma a tirares a tua família da pobreza e ainda assim eles se colocam contra ti. Disse sempre aos meus irmãos mais novos que somos manipulados pelas nossas famílias”, rematou.