Fora da Bancada
"Governo devia demitir-se. Temo tudo quando se segue a política do absurdo"
2021-07-01 15:15:00
Presidente do FC Porto volta a criticar Governo

Jorge Nuno Pinto da Costa volta a velar críticas ao Governo pela forma como tem liderado a questão pandémica em Portugal, em relação ao público nos estádios e pavilhões. O presidente do FC Porto aconselha mesmo o elenco governativo liderado por António Costa a apresentar a demissão, colocando o organismo chefiado por Graça Freitas, a Direção-Geral da Saúde, no Terreiro do Paço a comandar o país.

"Acho que o Governo devia demitir-se e por a Direção-Geral da Saúde (DGS) a comandar o país. O Governo faz a legislação que entende, mas depois não é efetiva porque a DGS ainda não disse como vai ser. É absurdo, ridículo e lamentável", criticou o líder do FC Porto, lamentando ainda os auxílios financeiros.

"O apoio e as ajudas são sempre zero para o desporto e para os clubes. Em temo tudo, porque quando se se segue a política do absurdo, tudo pode acontecer."

Em declarações à margem de uma visita da comitiva da CDU que se candidata nas eleições autárquicas à Câmara Municipal do Porto, Pinto da Costa disse que Portugal está "numa situação ridícula". E explicou o seu ponto de vista, lembrando as recentes palavras de Ferro Rodrigues, que aconselhou a deslocação de portugueses a Sevilha, por acasião da realização do jogo entre Portugal e Bélgica.

"Vemos o presidente da Assembleia da República a incentivar os portugueses a irem em massa a Espanha ver um jogo da seleção, mas os estádios em Portugal continuam vazios porque não há permissão para haver público."

Pinto da Costa diz que, há poucos dias, o Governo "anunciou solenemente que os jogos iam ter um terço da lotação dos recintos, inclusive nas modalidades."

Esta não é a primeira vez que o presidente do FC Porto pede mexidas no Governo. O elenco liderado por António Costa deu autorização para que o público pudesse regressar aos estádios e pavilhões. No entanto, um agravamento da situação pandémica está a levantar dúvidas e incertezas entre os peritos em saúde. 

Um responsável do Hospital de São João disse, nos últimos dias, que a urgência daquela unidade hospitalar sofreu um aumento “explosivo e preocupante” de casos de covid-19. 

"Estamos a experienciar, no Serviço de Urgência, o mesmo fenómeno que observámos na primeira e na segunda vagas que foram as mais significativas na região Norte", afirmou o diretor da Unidade Autónoma de Gestão (UAG) de Urgência e Medicina Intensiva do Centro Hospitalar Universitário de São João, Nelson Pereira, à agência Lusa.