Fora da Bancada
Bazuca europeia não é “um programa de resposta” à pandemia, avisa Costa
Redação
2021-02-22 16:35:00
Primeiro-ministro apresenta o Plano de Recuperação e Resiliência

O primeiro-ministro, António Costa, explicou a gestão planeada para o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), financiado pela ‘bazuca’ de fundos europeus.

Em vídeos a anunciar o documento, o governante frisou que este programa “não visa ser um programa de resposta à emergência” social e económica criada pela pandemia de covid-19.

“É um programa focado no tempo. Todos os compromissos têm de ser assumidos até 2023 e todas as despesas têm de ser executadas até 2026”, explicou o primeiro-ministro.

Disponível para consulta pública, o PRR tem “uma forte concentração temática”, apresentando como prioridades “acelerar a transição digital e a transição climática” e aumentar “a resiliência”, focando-se em três eixos: “Enfrentar as principais vulnerabilidades sociais, aumentar o potencial produtivo e reforçar a coesão territorial”.

“Qual é, por isso, o desafio que nós temos? Identificar bem os projetos que são exequíveis até 2026 e que, simultaneamente, possam ter um impacto imediato na reanimação da nossa economia e do emprego, mas tenham também um potencial de reforma estrutural do nosso país, resolvendo problemas estruturais com que convivemos há um excesso de tempo”, salientou António Costa.

Nas vertentes de “transição climática e transição digital”, o primeiro-ministro realçou a necessidade de se “investir mais e melhor no transporte público” e na capacitação de empresas e trabalhadores.

“Aquilo que nós queremos fazer nos próximos cinco anos envolve a mobilização de todos: dos trabalhadores, das empresas, das universidades, das autarquias, e é com todos que vamos conseguir responder à crise de hoje, mas com os olhos postos num país do futuro”, finalizou.

O PPR, orçamentado em 13 900 milhões de euros de subvenções, prevê 36 reformas e 77 investimentos nas áreas sociais, clima e digitalização.