Vitória por 2-0 em jogo disputado em Budapeste
A República Checa apurou-se hoje para os quartos de final do Euro2020 de futebol, após vencer os Países Baixos por 2-0, com dois golos na segunda parte, já em superioridade numérica, face à expulsão de Matthijs De Ligt.
O central da seleção ‘laranja’ viu o cartão vermelho aos 55 minutos, num lance revisto pelo vídeoárbitro em que tocou com a mão na bola para impedir a progressão de Sevcik rumo à área, e os checos aproveitaram a circunstância para selarem a passagem à ronda seguinte, com golos de Tomas Holes, aos 68 minutos, e Patrik Schick, aos 80.
Os holandeses deixam a competição após um pleno de vitórias no Grupo C, enquanto os homens treinados por Jaroslav Silhavy atingem os quartos de final pela quarta vez, a última das quais em 2012, quando ‘caíram’ diante de Portugal (1-0), e defrontam, no próximo jogo, a Dinamarca, sábado, em Baku, no Azerbaijão.
Apesar da eliminação, os Países Baixos superiorizaram-se à República Checa numa primeira parte marcada pela entrega de ambas as equipas e pela velocidade com que saíram para o ataque, procurando chegar à área contrária o mais rapidamente possível.
A seleção orientada por Frank de Boer apareceu com De Roon em vez de Gravenberch no ‘miolo’ e ‘canalizou’ o futebol ofensivo pelas alas, com Dumfries a destacar-se pelas sucessivas incursões que possibilitaram a primeira ocasião de perigo, quando ultrapassou o guarda-redes Vaclik e tentou assistir Malen para o desvio final, mas viu Kalas cortar, aos 13 minutos.
Apesar do ritmo imposto pelo adversário, a seleção da Europa Central manteve sempre o ‘olhar’ na baliza contrária, tendo estado perto do golo aos 22 minutos, num cabeceamento de Soucek ao lado após cruzamento de Sevcik, uma das três ‘caras novas’ entre os titulares, a par de Kaderabek e Barak.
Os checos ameaçaram de novo ao minuto 38, num remate por cima de Masopust, mas passaram a maior parte do tempo em trabalho defensivo, intercetando com sucesso um par de ataques contrários passíveis de golo: Kalas bloqueou o remate de Malen, aos 31, e Vaclik opôs-se ao cruzamento de Dumfries, aos 38, antes de Van Aanholt rematar ao lado segundos antes do intervalo (45+2).
O controlo dos Países Baixos ‘esvaiu-se’ no início da segunda parte e ficou definitivamente comprometido aos 55 minutos, quando De Ligt foi expulso por tocar com a mão na bola e impedir que Sevcik se isolasse.
A feição do jogo mudou a partir daí, com a equipa ‘laranja’ a tentar desequilibrar a retaguarda checa, mas a conceder mais espaço para a manobra ofensiva adversária nesse esforço.
A seleção orientada por Jaroslav Silhavy adiantou-se no marcador ao minuto 68, num cabeceamento de Tomas Holes, após livre da direita de Barak e assistência de Kalas, e controlou sempre as incidências do encontro a partir daí.
Com o ‘desespero’ a acentuar-se com o passar dos minutos, os Países Baixos mostraram-se cada vez mais desorganizados atrás, e a República Checa aproveitou esse espaço para sentenciar o jogo, num lance criado pelo autor do primeiro golo: Tomas Holes ganhou espaço na esquerda e assistiu Patrik Schick para um remate certeiro, de primeira, que dissipou as dúvidas.
Jogo na Puskás Arena, em Budapeste.
Países Baixos – República Checa, 0-2.
Ao intervalo: 0-0.
Marcadores:
0-1, Tomas Holes, 68 minutos.
0-2, Patrik Schick, 80.
Equipas:
– Países Baixos: Stekelenburg, Dumfries, De Vrij, De Ligt, Daley Blind (Timber, 81), Van Aanholt (Berghuis, 81), De Roon (Weghorst, 73), Wijnaldum, De Jong, Malen (Promes, 57) e Memphis Depay.
Selecionador: Frank de Boer.
– República Checa: Vaclik, Coufal, Celustka, Kalas, Kaderabek, Holes (Kral, 85), Soucek, Masopust (Jankto, 79), Barak (Sadilek, 90+2), Sevcik (Hlozek, 85) e Schick (Krmencik, 90+2).
Selecionador: Jaroslav Silhavy.
Árbitro: Sergei Karasev (Rússia).
Ação disciplinar: Cartão amarelo para Dumfries (46), Coufal (56) e De Jong (84). Cartão vermelho direto para De Ligt (55).
Assistência: Cerca de 67.000 espetadores.
