Portugal
"Varandas esconde-se, não dá a cara, não aparece", critica ex-vice do Sporting
Redação
2020-10-02 14:55:00
Carlos Vieira coloca 'em cheque' Rogério Alves

Antigo administrador financeiro e vice-presidente do Sporting, Carlos Vieira não compreende como é que a formação de Alvalade continua sem entrar num ciclo de triunfos e conquistas.

O afastamento da Liga Europa, numa fase precoce, é para Carlos Vieira uma "tragédia desportiva e financeira" no clube lisboeta, que foi vergado a uma pesada derrota por 4-1, em casa, perante o LASK e disse adeus às provas europeias.

O ex-dirigente não percebe também como é que Frederico Varandas não aparece para dar uma palavra aos associados nos momentos de desaire.

"Varandas esconde-se, não dá a cara, não aparece", referiu, dizendo que com isso revela uma mensagem de "fragilidade e medo" e entendendo que falta exigência em todo o clube.

Após a derrota, Hugo Viana apareceu para deixar uma palavra de ânimo ao grupo de trabalho e aos associados, destacando que o plantel às ordens de Rúben Amorim dará uma "imagem à Sporting" rapidamente.

Mas o discurso do diretor para o futebol do Sporting não agradou a Carlos Vieira, que não percebe o que se passa no clube de Alvalade.

"Há uma falha de treinadores que não indicam aos jogadores para serem mais agressivos", lamentou, dizendo, por exemplo, que no jogo da Liga Europa o LASK "fez o dobro das faltas do Sporting".

"Portanto, uma agressividade tremenda. Podemos gostar ou não, mas eles quiseram muito mais. Faz falta um discurso de maior exigência".

Carlos Vieira referiu ainda que "há um grupo de sportinguistas" que está em silêncio.

"Ou porque estão envergonhados ou estão silenciados, ou estão acomodados e isso transmite-se do topo até à equipa de futebol", referiu Carlos Vieira, dizendo que caberá a Rogério Alves, na qualidade de presidente da Mesa da Assembleia Geral, perceber os sinais que vão sendo dados pelos associados do Sporting.

"As pessoas têm de ser chamadas. Se estão bem, votam a favor de uma moção de confiança. Se não estão, votam contra", salientou o antigo vice-presidente do Sporting, que ocupou o cargo da administração financeira.

Nestas declarações na Renascença, Carlos Vieira disse ainda que irá para tribunal, se for necessário, para pagar as quotas do tempo em que esteve suspenso, pois pretende ter a folha 'limpa' com o clube.

"Estes senhores estão mais interessados em que eu não possa ser candidato ao Sporting. Não me deixam pagar as quotas. A mim e aos meus colegas. Não me dão abertura para ser membro do Conselho Fiscal, de uma direção."

Carlos Vieira considera que acredita ter um "papel relevante" na vida do Sporting pois foi dirigente.

"Tenho que assumir as minhas responsabilidades e tenho de ficar orgulhoso das coisas que fiz", referiu o antigo vice-presidente do Sporting na direção de Bruno de Carvalho.