Grande Futebol
"Sente-se um bocadinho", diz Sérgio Conceição sobre o 'campo inclinado'
Redação
2021-04-07 22:15:00
Treinador do FC Porto não esconde desagrado com arbitragem na partida com o Chelsea

Um gesto de Sérgio Conceição no final do jogo com o Chelsea, no momento em que o treinador do FC Porto passava por um dos árbitros assistentes, deixou à vista o desagrado do técnico com a arbitragem. Com a mão, Sérgio Conceição transmitiu a ideia de que estava a dizer que o campo estava 'inclinado' a favor da formação inglesa. Já na entrevista rápida, à TVI24, Sérgio Conceição admitiu que era mesmo essa a ideia.

"Somos a única equipa nos quartos de final (e penso que já éramos nos oitavos) que não pertence aos 'big five', aos cinco campeonatos mais fortes, e isso sente-se um bocadinho nestes jogos. Não é normal o Azpilicueta fazer quase dez faltas e não levar amarelo, penso que houve penálti sobre o Marega, houve várias situações que claramente não me deixaram satisfeito", afirmou o treinador do FC Porto, quando questionado sobre o gesto de 'campo inclinado'.

O comentário surgiu depois de Sérgio Conceição ter lamentado um resultado "extremamente injusto", apesar de saber que "o que conta são os golos que o Chelsea marcou". "A equipa fez um jogo muito consistente, em termos defensivos esteve bem, a pressionar quando tinha de pressionar, tudo dentro do que foi planeado. Os jogadores nisso foram fantásticos. O primeiro remate do Chelsea deu golo, nós não abanámos, fomos à procura de fazer golos, no processo defensivo estivemos muito bem. Na segunda parte foi praticamente a mesma coisa, houve pouco Chelsea no último terço, construímos oportunidades mas não conseguimos marcar golos", analisou.

Sérgio Conceição explicou que pretendia "o Luis [Díaz] mais junto ao Marega, com Otávio a jogar mais por dentro", para realçar que "em termos estratégicos o jogo foi bem planeado". "Só não foi excelente porque não ganhámos. Estamos no intervalo. Vamos acreditar que é possível marcar golos no próximo jogo e reabrir a eliminatória. Vimos o poderio do Chelsea nos jogadores que entraram: Pulisic, Giroud, Kante, Thiago Silva... Nós metemos os nossos meninos, o Francisco, o Fábio, o Toni... São armas diferentes, mas fomos superiores, só que não há vitórias morais, o que conta é o resultado", concluiu o treinador do FC Porto.