Portugal
Jesus defende “prémio monetário que justifique desgaste” da Taça da Liga
Redação
2021-01-17 16:45:00
Treinador do Benfica insiste que vitória na prova devia dar acesso às provas europeias

Jorge Jesus, treinador do Benfica, não escondeu o desagrado pelo modelo da Taça da Liga, que torna a prova pouco interessante a nível económico e desportivo.

O técnico defendeu que a vitória na competição devia valer um lugar europeu e acrescentou que é preciso um prémio financeiro que “justifique” o desgaste.

“Como tenho defendido várias vezes, esta prova só será encarada de outra forma quando as equipas participantes, mas sobretudo a vencedora, tiverem um prémio monetário que justifique o desgaste e a competição. Mas, mais do que a vertente financeira, sempre o disse e repito que a Taça da Liga devia dar acesso a uma competição europeia”, afirmou.

“É preciso lutar por isso nos fóruns internacionais, como eu o fiz numa das reuniões de início de temporada na UEFA, há uns anos, quando dei essa sugestão. Ainda há espaço para ver a Taça da Liga desenvolver”, reforçou Jorge Jesus.

A ‘final four’ da prova arranca terça-feira, marcando o “primeiro título de 2021”, pelo que o Benfica se apresenta com o objetivo declarado de “querer vencer, como não poderia deixar de ser”.

“A Taça da Liga é mais uma competição na qual o Benfica entra para vencer. Sei que parece uma frase comum, mas não... É mesmo a verdade! Nem sempre tudo corre como desejamos. Temos jogos melhores que outros, mas o ADN da equipa, dos jogadores e do treinador não se altera. Vamos para Leiria com o intuito de conquistar este troféu, não só porque animicamente seria importante para o grupo no início de um novo ano, mas também porque seria a primeira vitória de 2021, não se perdendo, naturalmente, o foco daquele que é o nosso objetivo principal: a conquista do campeonato nacional”, explicou o técnico, em declarações à revista da Liga.

Por ser o treinador com mais vitórias na competição (seis), a Taça da Liga “tem um grande significado” para Jorge Jesus, como o próprio reconheceu.

“De forma natural, gostaria de alcançar o sétimo troféu, até porque o venci na última vez em que estive no futebol português. Depois disso fui para a Arábia Saudita e para o Brasil e, agora, neste regresso, seria bonito voltar a vencer a Taça da Liga”, concluiu o téncico das águias.