Portugal
Graça Freitas admite tomar a decisão final sobre o Sporting-Gil Vicente
2020-09-16 18:50:00
Diretora-geral da Saúde explica como vai funcionar o processo de autorização da partida

A diretora-geral da Saúde (DGS), Graça Freitas, assumiu a responsabilidade de, em último caso, ter a palavra final sobre a realização do jogo entre Sporting e Gil Vicente, no sábado, para a jornada de estreia da I Liga.

Os dois clubes têm enfrentado surtos de covid-19 e, para que a partida se realize, é necessária a permissão da autoridade de saúde local.

“A responsabilidade por avaliar localmente as condições que existem para um jogo se realizar, ou não, é da autoridade de saúde local”, começou por adiantar Graça Freitas.

Porém, “se a decisão for difícil”, o assunto vai subindo na hierarquia até, no limite, chegar à própria diretora-geral.

“A autoridade de saúde local pode reunir com a regional e a regional com a nacional e tomarmos a decisão em conjunto”, acrescentou.

“Estamos a falar de surtos e portanto, dentro de cada equipa, vamos ter pessoas divididas em vários grupos. Vamos ter os positivos, que obviamente não vão jogar porque são doentes e estão em isolamento. Depois, podemos ter outro quadrante de pessoas que estão em quarentena porque foram contactos de alto risco e ainda outros jogadores noutro grupo que, ou não foram contacto e estão a fazer a sua vida normal, ou foram contactos de baixo risco”, explicou a responsável.

No entanto, “esta análise é complexa, dado o número de pessoas envolvidas ironicamente nas duas equipas”, reconheceu a diretora-geral.

“Estamos a acompanhar de perto esta situação, mas a decisão será sempre da autoridade de saúde local”, neste caso a de Lisboa, uma vez que o Sporting vai atuar na condição de visitado.

De acordo com Graça Freitas, as autoridades de saúde locais “estão a fazer tudo para ver se há condições que a I Liga se inicie” no calendário previsto.

“Se houver, é o adiamento do jogo. Isto, se não for de todo possível. Não é parar a I Liga. Os outros jogos vão continuar a realizar-se”, assegurou.

Graça Freitas deixou ainda no ar a possibilidade do tempo de quarentena imposto a jogadores e treinadores ser reduzido de 14 para 10 dias, como pediu a Liga de clubes.

“Os dez dias são consensuais para casos positivos porque é mais fácil seguir o percurso de alguém que fez um teste do que acompanhar um contacto de um positivo. Começa a haver algum consenso à volta dos 10 dias, o que seria uma ótima notícia porque se encurtaria dos 14 para os 10 dias. Mas temos que ser cuidadosos para não aumentar o risco”, concluiu.