Grande Futebol
Barcelona em “péssima” situação financeira não paga salários em janeiro
2020-12-03 11:50:00
Jogadores e Comissão de Gestão chegam a acordo, anunciado nesta quinta-feira, para enfrentar crise financeira do clube

O Barcelona atravessa um período de crise financeira “preocupante”, que levou a Comissão de Gestão do emblema blaugrana a tomar medidas, anunciadas nesta quinta-feira. Desde logo um acordo estabelecido com os jogadores, que prevê a suspensão do pagamento dos salários no mês de janeiro 

"Os jogadores não vão receber o salário de janeiro. Neste mês de janeiro não vão receber. Foi estabelecido também que outros tipos de pagamentos acordados, como prémios pela conquista de títulos, também sejam adiados", adiantou presidente da Comissão de Gestão, Carles Tusquets, em declarações ao programa ‘El Món’, da RAC1.

Outra medida para enfrentar esta “péssima” situação financeira, segundo Tusquets, é a suspensão de qualquer contratação de jogadores, a menos que os catalães consigam fazer transferências.

Carles Tusques confessou mesmo que o clube deveria ter optado pela venda do passe de Lionel Messi, no início da época. “Em termos financeiros, teria sido melhor vender Leo Messi no mercado de transferência do verão. Tanto pelo dinheiro que permitiria poupar com a massa salarial, quanto pelo encaixe financeiro. Mas esse assunto deve ser discutido pela equipa técnicaLaLiga, atualmente, impõe tetos salariais e isso [transferência de Messi] teria ajudado a enfrentá-los”, revelou. 

O técnico Ronald Koemano secretário técnico Ramon Planes e a Comissão de Gestão estiveram reunidos na segunda-feira, sendo que ficou acordado que não haverá qualquer investimento no plantel, a menos que o clube encaixe verba superior com transferência e se liberte de encargos com salários. 

Carles Tusques também comentou a declaração de Neymar, após o jogo de ontem entre Manchester United e PSG. O jogador do clube francês revelou que o seu maior sonho é voltar a jogar ao lado de Messi, na próxima época. 

“Se vier de borla, podemos considerar a transferência. Caso contrário, não haverá dinheiro para pagar transferências, a menos que o próximo presidente tenha um milagre no bolso”, ironizou Carles Tusquets.