Portugal
"A única solução é continuar a jogar, independentemente dos casos", diz Liga
Redação
2021-01-14 13:50:00
"Seria absolutamente catastrófico se o futebol parasse", refere diretora da Liga

A diretora da Liga, Sónia Carneiro, entende que o Governo deu um voto de confiança ao futebol em contexto de pandemia ao manter em funcionamento esta atividade.

"Faremos por honrar o voto de confiança e vamos levar as competições até ao fim, lutando pelo objetivo comum para ajudar a sensibilizar a população para a necessidade de todos nos protegermos ao máximo", comentou Sónia Carneiro, dizendo que "aumentou a responsabilidade".

A dirigente explicou ainda que se o Governo tivesse optado por parar o futebol, as consequências seriam "catastróficas". "Seria absolutamente catastrófico se o futebol parasse em todos os aspetos", referiu Sónia Carneiro, destacando que os emblemas nacionais têm sabido lidar com a atividade em contexto de pandemia.

"O comportamento tido pelos nestes últimos meses permitiu este voto de confiança, que honraremos", assegurou a diretora da Liga liderada por Pedro Proença.

Embora sem público, o futebol prossegue e Sónia Carneiro entende que este até poderá funcionar como forma de passar o tempo na frente da televisão em dias de confinamento.

Para a diretora, o futebol dará "algum entretenimento para as pessoas em casa". "Ao abdicar do público, o futebol transformou-se num espetáculo televisivo, que não é ideal, mas é um cenário menos mau dentro da pandemia", afirmou Sónia Carneiro, na Renascença, onde indicou que em breve ocorrerá uma cimeira de médicos para debater as questões de saúde relacionadas com a covid-19, no próximo dia 22.

"Vamos acompanhar o que está feito e corrigir o que é necessário. A única solução é continuar a jogar, independentemente dos casos", disse Sónia Carneiro.

O primeiro-ministro, António Costa, garantiu que as competições desportivas profissionais poderão continuar "em atividade" durante o novo confinamento, com início marcado para "as zero horas do dia 15".

"A liga profissional e equiparadas são mantidas em atividade", afirmou o governante, durante a conferência de imprensa de apresentação das medidas para o novo confinamento, ainda a decorrer. "Obviamente, sem público", acrescentou de imediato.